Levantamento de Dados Sobre Produção e Mercado de Sementes Forrageiras de Clima Temperado na Região da Campanha do Rio Grande do Sul

Autores

  • Anibal Neto
  • Anibal Neto
  • Denise Nobre Muza
  • Felipe Dias Colpo
  • Gustavo Martins da Silva
  • Ana Carolina Silveira da Silva

Palavras-chave:

azevém, análise, qualidade

Resumo

A cadeia produtiva de sementes forrageiras na região sul do Rio Grande do sul passa por problemas de organização, desde a produção das sementes até a comercialização. O objetivo deste trabalho foi realizar uma coleta de dados e de opiniões dos produtores, comerciantes e/ou consumidores de sementes forrageiras de Bagé-RS e região, relacionando essas informações com a qualidade de sementes dos lotes analisados. Para tanto, foi elaborado um questionário com sete questões objetivas e uma aberta, o qual foi aplicado a pessoas que requisitaram análise de sementes forrageiras no Laboratório Biotecnológico de Reprodução Vegetal INTEC/URCAMP, no período de dezembro 2012 a abril 2013. As questões objetivaram identificar a atividade realizada em relação às sementes, a origem e destino das mesmas, bem como o tamanho da área de origem, as espécies mais cultivadas, e os principais problemas e possíveis soluções. No total foram respondidos 24 questionários, dos quais 14 se identificaram como produtores, seis como compradores e quatro como comerciantes (ou outro tipo). Como se tratava de um levantamento qualitativo, não foi realizada análise estatística. As respostas indicaram que a maior parte das sementes são produzidas na região sul do estado ou importadas do Uruguai, e seu destino é a utilização nas mesmas propriedades em que são produzidas, ou a venda direta a outro produtor. As áreas de produção são em geral maiores que 50 hectares, e a maior parte produz sementes há mais de cinco anos, tanto de gramíneas como de leguminosas. Quanto à qualidade desses lotes avaliados, o azevém, que foi a principal espécie (74% de amostras requisitadas), apresentou médias de 93,41% de pureza e 68,33% de germinação, o que não atinge o padrão legal para essa espécie, que é de 97% e 70%, respectivamente. Os entrevistados citaram, como problemas, o clima desfavorável, falta de crédito específico, tecnologias de produção e eficiência dos engenhos, e aspectos burocráticos dos órgãos oficiais. Em relação ao que deve acontecer para mudar o cenário atual, destacou-se a necessidade de conscientização do consumidor para comprar sementes não somente pelo preço, mas sim pela qualidade, e a necessidade de capacitação e profissionalização dos produtores de sementes.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Levantamento de Dados Sobre Produção e Mercado de Sementes Forrageiras de Clima Temperado na Região da Campanha do Rio Grande do Sul. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66063. Acesso em: 22 set. 2026.