Produção de Serapilheira em um Fragmento de Floresta Estacional Decidual na Região da Depressão Central do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil

Autores

  • Fabriciane Oliveira
  • Loana Lana Antunes
  • Lunardo Soca Mattos
  • Hamilton Luiz Munari Vogel
  • Leandro Homrich Lorentz

Palavras-chave:

Ciclagem, nutrientes, Floresta, nativa, Biomassa

Resumo

Na região do bioma pampa são poucas as áreas de florestas nativas, formando fragmentos com diferentes graus de perturbação, e com poucos estudos em ciclagem de nutrientes. A serapilheira é um importante integrante da dinâmica florestal, sendo composta por folhas, ramos, material reprodutivo, casca e etc. Sua dinâmica é dependente das características da região e dos fatores abióticos e bióticos atuantes neste, podendo assim ser avaliado seu potencial no uso como indicador ambiental. O presente estudo tem como objetivo principal, avaliar a sazonalidade anual da deposição de serapilheira, em um fragmento de floresta nativa localizado na região da Depressão Central-RS, no município de São Sepé. O experimento está sendo conduzido em um fragmento de Floresta Estacional Decidual, com aproximadamente 20 hectares, em estágio avançado de desenvolvimento, Conforme o inventario florístico realizado, as espécies mais frequentes são Cordia Americana, Helietta apiculata, Matayba eleagnoides, entre outras. No interior desta floresta, em um local com condições homogêneas de vegetação arbórea foram demarcadas cinco parcelas de 20 m x 15 m, de forma sistemática com 30 m de distância entre elas, onde foram distribuídos cinco coletores em cada parcela, totalizando 25 coletores. Os coletores são constituídos por uma moldura de ferro de forma circular, com 50 cm de diâmetro, fixados no local, com tela de nylon de 2 mm, com altura de um metro do solo. As coletas de serapilheira iniciaram em maio de 2013. A cada 15 dias é realizado a coleta de todo o material vegetal depositado pelas árvores nos coletores, formando uma amostra mensal (visando reduzir a perda de nutrientes por lavagem). Após, o mesmo é transportado até o laboratório onde são separados nas frações folhas, ramos finos (diâmetro < 0,5 cm) e miscelânea (cascas, sementes, flores e detritos não identificáveis). Após as coletas, no laboratório, todo material é colocado em estufa de circulação e renovação de ar a 70°C até atingir o peso constante. Após as amostras foram pesadas e calculadas a sua biomassa por hectare. Na sequência as amostras foram moídas para a análise dos teores de nutrientes. Os resultados da quantidade de deposição obtidos até agora com as coletas foram os seguintes: no mês de maio foi de 179,16 kg ha-1 de folhas, 18,37 kg ha-1 de galhos e 23,91 kg ha-1 de resíduos, totalizando 221,45 kg ha-1. No mês de junho foram de 179,00 kg ha-1 de folhas, 34,78 kg ha-1 de galhos e 19,04 kg ha-1 de resíduos, totalizando 232,83 kg ha-1. No mês de julho 166,92 kg ha-1 de folhas, 18,02 kg ha-1 de galhos e 25,66 kg ha-1 de resíduos, totalizando 210,61 kg ha-1 depositados em toda a área. Até o presente momento a maior deposição de serapilheira ocorreu na estação do inverno, no mês de junho, indicando um comportamento sazonal de espécies caducifólias que perdem grandes quantidades de folhas em função das baixas temperaturas, típicas de uma Floresta Estacional Decidual no Sul do Brasil.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Produção de Serapilheira em um Fragmento de Floresta Estacional Decidual na Região da Depressão Central do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66045. Acesso em: 22 set. 2026.