INSERÇÃO DE Eucaliptus saligna EM CAMPO NATURAL E FLUXOS DE METANO DO SOLO EM SÃO GABRIEL, RS, BRASIL
Palavras-chave:
Eucalipto, Efeito, Estufa, SilviculturaResumo
O metano (CH4) está entre os principais gases de efeito estufa que contribuem para o aumento antrópico do aquecimento global. Tendo em vista que pouco se sabe a respeito das emissões desses gases em solos sob plantios florestais, este trabalho teve como principal objetivo quantificar as emissões de CH4 em área de floresta plantada com eucalipto e identificar os principais fatores de solo e clima relacionados. Devido ao experimento estar na fase inicial, serão apresentados neste trabalho apenas resultados parciais. O experimento está sendo realizado no município de São Gabriel RS, sob um Argissolo Bruno, com quatro tratamentos em delineamento inteiramente casualizado: eucalipto com seis anos, eucalipto com um ano, campo com pastejo, e campo sem pastejo (tratamento de referência). Até o momento, cinco coletas foram realizadas, com intervalo médio de um mês, utilizando câmaras estáticas. A determinação do CH4 foi feita através de cromatografia gasosa. Em cada evento de amostragem, foram avaliados a umidade e os teores de nitrogênio mineral (amônio NH4 e o nitrato NO3), sendo os tratamentos submetidos à análise de variância (ANOVA) e ao teste de Tukey a 10% de significância. Em relação à taxa de emissão de metano, os tratamentos não diferiram significativamente entre si durante os meses avaliados, exceto no quinto mês, onde a área de campo com pastejo apresentou a maior taxa de emissão do metano para a data, significativamente superior à taxa da área de eucalipto com seis anos, apresentando taxas de 57,53µg CH4 m-2 h-1 e -43,86 µg CH4 m-2 h-1 respectivamente. O solo sob eucalipto com seis anos apresentou taxas de fluxo de CH4 negativas (absorção líquida) para todos os meses avaliados, já as áreas de eucalipto com 1 ano, e campo sem pastejo apresentaram valores similares entre si e próximos a zero. Para a emissão acumulada não houve diferença significativa entre os tratamentos avaliados. A área de campo com pastejo apresentou a maior emissão acumulada (3381,12 g CH4 ha-1 em 153 dias), provavelmente associada ao fato do pisoteio do gado compactar a camada superficial do solo, dificultando a aeração do solo e reduzindo então a oxidação do metano pelas bactérias metanotróficas em detrimento ao aumento da atividade das bactérias metanogênicas. A tendência de maior absorção acumulada de CH4 (-1039,25 g CH4 ha-1) na área sob eucalipto com seis anos provavelmente está associada à menor umidade do solo neste tratamento em relação aos demais. Assim, a inserção de plantios de eucalipto em área sob campo natural não afetou significativamente os fluxos de CH4 do solo, mas verificou-se uma tendência de que a área de eucalipto apresente maior mitigação desse gás do que em solos sob campo natural da região do Pampa gaúcho, sendo maior esta tendência quanto maior for a idade do povoamento.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
INSERÇÃO DE Eucaliptus saligna EM CAMPO NATURAL E FLUXOS DE METANO DO SOLO EM SÃO GABRIEL, RS, BRASIL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66040. Acesso em: 22 set. 2026.