AVALIAÇÃO DAS FORÇAS DE ACIONAMENTO DE CONTROLES NO POSTO DE OPERAÇÃO DE UM PULVERIZADOR AUTOPROPELIDO
Palavras-chave:
Ergonomia, Cabine, Projeto, produtoResumo
Ao elaborar o projeto de um posto de trabalho de uma máquina, um dos principais aspectos a serem considerados refere-se à seleção dos controles disponibilizados ao usuário. Dentre as características influentes neste processo, temos, a forma, os materiais e as forças necessárias para o acionamento dos referidos, em que se busca uma satisfatória compatibilidade da interface projetada entre os sistemas de informação e os sentidos humanos. Neste contexto, este trabalho objetivou ilustrar procedimentos para avaliação das forças de acionamento de controles em um posto de trabalho, bem como verificar o modo que este vem atendendo as características preconizadas por normas e estudos ergonômicos. Primeiramente, observando-se que a força máxima admissível é variável de acordo com o tipo de controle, como, por exemplo, botão de pressão, alavanca e interruptor de alavanca, buscou-se a identificação e caracterização dos controles presentes na cabine de um pulverizador autopropelido. Após, com o uso de um dinamômetro digital portátil (modelo DD200), efetuaram-se as medições das forças necessárias para os acionamentos com três repetições. Os valores mensurados foram confrontados com os parâmetros da norma ISO 15077 (2008) Tractors and self-propelled machinery for agriculture - Operator controls - Actuating forces, displacement, location and method of operation, assim como com os mencionados por GRANDJEAN (1998). Dos oitenta e oito controles presentes, os mais empregados foram o botão de pressão com manipulação para um dedo (65,90%), a alavanca de mão (11,40%) e o botão giratório (11,40%). Ficaram fora da análise os destinados aos ajustes do assento, da coluna de direção, do posicionamento das telas e do painel, visto que tratam-se de usos esporádicos, normalmente efetuados antes da operação da máquina. Ao total, realizou-se a medição das forças de setenta e três controles, em que 95% dos botões de pressão (dedo), se enquadraram dentro dos valores recomendados por GRANDJEAN (1998). Considerando a mesma referência, todos os botões do tipo interruptor de alavanca (8) mostraram-se com resistência inferior a especificada. Ao observar a utilização do manche com o posicionamento direcionado para a frente, por tempo superior a dez minutos, situação frequente no uso da máquina, o valor para a força máxima admissível de 130 N é reduzido a 26 N, ficando próximo ao mensurado. Tais resultados evidenciaram que os controles do tipo botão de pressão para os dedos, empregados nos painéis e no manche, tornam-se uma boa opção para o projeto de cabines. Já os do tipo interruptor de alavanca, devido à baixa resistência, poderão contribuir para o acionamento acidental. Conclui-se a importância da prévia correlação das características dos controles, pretendidos para o posto de trabalho, com a aplicabilidade das funções almejadas, de modo que os valores para as forças de acionamento se balizem dentro dos parâmetros recomendados, permitindo uma maior eficiência de manejo ao usuário.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DAS FORÇAS DE ACIONAMENTO DE CONTROLES NO POSTO DE OPERAÇÃO DE UM PULVERIZADOR AUTOPROPELIDO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66036. Acesso em: 23 set. 2026.