CONTEÚDO DE N-ALCANOS EM GRAMÍNEAS NATIVAS DO BIOMA PAMPA
Palavras-chave:
Andropogon, lateralis, Axonopus, argentinus, Dichantelium, sabulorum, Paspalum, Stipa, spResumo
Os alcanos das plantas podem ser utilizados como marcadores naturais para estimativas da composição da dieta, consumo, e a digestibilidade nos herbívoros, mas existe uma importante variação no conteúdo e proporção destes nas espécies e que deve ser estudada para melhor aplicação desta metodologia. Ainda são poucos os estudos avaliando o conteúdo de alcanos em diferentes espécies, principalmente naquelas pertencentes ao bioma Pampa. O objetivo do presente trabalho foi estudar o perfil de alcanos em lâminas de algumas espécies de gramíneas nativas do bioma Pampa a fim de avaliar o potencial destes indicadores para estimar composição da dieta de animais em pastejo. Amostras de Andropogon lateralis, Axonopus argentinus, Dichantelium sabulorum, Paspalum notatum, Paspalum pumilum e Stipa sp. foram coletadas em uma área experimental da Embrapa Pecuária Sul, utilizada para recria de bezerras de corte Brangus. Os tratamentos foram: pastagem natural, pastagem natural melhorada por fertilização e pastagem natural melhorada com fertilização e introdução de espécies hibernais (azevém e trevo vermelho). As espécies foram coletadas em junho de 2008 e outubro de 2009, em cada um dos tratamentos. O comprimento de cadeia medido foi do C25 ao C35. O delineamento experimental utilizado foi blocos ao acaso, com duas repetições de piquete. Todas as variáveis estudadas foram submetidas à análise da variância e teste Tukey para comparação entre médias, utilizando o programa estatístico JMP. Não houve diferença no perfil de alcanos entre tratamentos, no entanto esta foi observada entre os meses avaliados, exceto nos alcanos C28 e C29, os quais não apresentaram diferença significativa entre os meses de coleta. As concentrações de alcanos foram maiores durante o mês de junho quando comparada ao mês de outubro, com exceção do C31 que apresentou resultado inverso (224,24 mg/kg de MS em outubro e 160,99 mg/kg de MS em junho). Para as estimativas de composição da dieta, as diferenças encontradas para concentração de alcanos entre meses não é representativa, pois trata-se da concentração média de todas as espécies estudadas naquele mês de coleta. A variável mais representativa para os estudos da composição da dieta é o perfil de alcanos das espécies e se há variação desse perfil nos diferentes estádios de crescimento da planta, o que não ocorreu nesse estudo. D. sabulorum apresentou quantidades elevadas de C29, C31 e C33, além de ter apresentado maiores teores de C25, C26, C27, C30 e C32 comparado com as demais espécies. P. notatum teve alta proporção de C35, bem superior as quantidades de C35 encontrado na bibliografia para plantas tropicais. P. pumilum apresentou os menores valores de alcanos, sendo as maiores concentrações no C31 e C33, os quais são os alcanos comumente encontrados em maiores concentrações nas gramíneas. Os perfis de alcanos nas espécies estudadas mostraram potencial para uso desses indicadores para estimar composição da dieta de ruminantes pastejando.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CONTEÚDO DE N-ALCANOS EM GRAMÍNEAS NATIVAS DO BIOMA PAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66033. Acesso em: 23 set. 2026.