Consumo Brasileiro de Pescado: Uma Demanda em Potencial
Palavras-chave:
aquicultura, avanço, consumoResumo
O Brasil apresenta 8,5 mil quilômetros de costa e cinco milhões de hectares de reservatórios de água-doce, o equivalente a 12% da reserva mundial; características estas que favorecem à produção de organismos aquáticos, sendo o peixe o principal em termos de produção. O pescado é considerado um alimento saudável a ser inserido na dieta humana, pois apresenta diversas características como: alta digestibilidade, elevada quantidade de aminoácidos essenciais, baixo teor de gordura, altas concentrações de vitaminas e minerais, além de riqueza em ômega-3. Por esses motivos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta a importância deste alimento, recomendando um consumo per capita mínimo de 12 kg/hab./ano; porém o Brasil ainda apresenta índices abaixo deste mínimo. Em vista disso, o objetivo desse trabalho foi analisar a realidade, a evolução e as perspectivas do consumo brasileiro de pescado, utilizando metodologia descritiva e histórica, através de pesquisa em dados secundários e em trabalhos científicos na área da aquicultura. Os resultados encontrados evidenciam que mesmo com uma excelente produção, o país contribui com apenas 66% do pescado consumido, necessitando desta forma da importação para suprir a demanda da população. Verificou-se ainda que desde 2005 o consumo nacional vem aumentando, evoluindo de 1.207.085t (consumo per capita de 6,66 kg/hab./ano) a 1.859.007t (consumo per capita de 9,75 kg/hab./ano) em 2010. Outros estudos levantados explicam os motivos destes valores ainda encontrarem-se baixos, sendo que os mais representativos são as preocupações com espinhas da carne, gosto de barro e frescor do produto, além dos preços elevados, necessidade de limpar o pescado e o desconhecimento sobre o preparo. A perspectiva é que em 2025 o Brasil já tenha superado esta adversidade, alcançando um consumo per capita de pelo menos 15 kg/hab./ano, superando o mínimo recomendado pela ONU; porém ainda pode-se ter uma visão otimista, já que o país alcançou com dois anos de antecedência a meta de 9 kg/hab./ano, que era previsto para 2011. Deste modo, a pesquisa cita soluções que podem ser tomadas para melhorar a procura pelo produto, como aperfeiçoamento do processo de comercialização, seja diminuindo os preços, ou vendendo o pescado nas formas alternativas como o filé ou práticas para facilitar o preparo. Outra medida é a criação de novas campanhas governamentais de incentivo ao consumo, além das já existentes como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que busca inserir o pescado na merenda escolar, além das promovidas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) como a Semana do Peixe, que informa sobre a qualidade nutricional do produto e seus benefícios, e o programa Mais Pesca e Aquicultura, que procura aumentar o desenvolvimento do setor aquícola nacional, abrangendo tanto a oferta quanto a demanda do pescado. Portanto, pode-se concluir que o estágio atual do consumo no país apresenta um cenário otimista, pois os índices vem apresentando potencial de crescimento devido a alguns fatores como os incentivos realizados pelo governo federal, juntamente com o grande potencial para desenvolvimento das atividades aquícolas e a procura cada vez maior do consumidor por este importante produto.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Consumo Brasileiro de Pescado: Uma Demanda em Potencial. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66027. Acesso em: 22 set. 2026.