Avaliação das Vias de Aplicação de Moxidectin no Tratamento de Ácaros em Camundongos de Biotério
Palavras-chave:
Myocoptes, musculinus, Tratamento, Bioterismo, Moxidectin, CamundongosResumo
Os camundongos brancos (Mus muscullus) são muito utilizados para pesquisas laboratoriais, e para que possam expressar resultados fidedignos nas pesquisas, a saúde destes deve estar livre de qualquer tipo de comprometimento. A forma concentrada de criação nos biotérios e a deficiência de barreiras de proteção favorece a disseminação de vários tipos de enfermidades devido a um grande número de animais em um pequeno espaço físico, e essas colônias de criação associadas à fragilidade dos animais corroboram para que ocorram surtos, principalmente de ectoparasitos. Com o objetivo de testar diferentes vias de aplicação do medicamento acaricida Moxidectin para o tratamento dos camundongos foi delineado o experimento que segue. No estudo realizado utilizou-se 10 camundongos oriundos do biotério experimental da UNIPAMPA, campus Uruguaiana. Os animais apresentavam sinais clínicos de alopecia, descamação da pele e prurido intenso. O diagnóstico parasitológico realizado através de raspados cutâneos e observação no microscópio óptico permitiram o diagnóstico do ácaro Myocoptes musculinus em todos os animais. Todos os animais foram pesados e separados aleatoriamente em dois grupos com cinco animais em cada, sendo oferecido água e ração ad libitum e acompanhados diariamente quanto aos sinais clínicos. Para o Grupo 1 (G1) foi administrado Moxidectin 0,02 mg/kg por via oral e para o Grupo 2 (G2) foi utilizada a mesma dosagem, porém por via subcutânea no dia zero e dia cinco, nos dois grupos e no décimo dia realizou-se raspados cutâneos novamente. Nas primeiras coletas os pêlos se desprendiam facilmente e apresentavam alta infestação por ácaros (M. musculinus), assim como ovos dos mesmos. No quinto dia o G1 que recebeu a medicação via oral continuou a apresentar a presença de ovos e parasitos mortos, e o G2 via subcutânea apresentou a ausência de ovos e poucos parasitos, alguns vivos e outros mortos. Dez dias após o início do tratamento, os pêlos apresentavam-se firmes, e os animais não apresentavam sinais clínicos nem lesões de pele. Após esse período não foi encontrada nenhuma fase parasitária desse ácaro em ambos grupos. Em relação à terapêutica medicamentosa, a via oral embora eficaz no tratamento apresentou dificuldades quanto à dose ingerida pelos animais, visto que o medicamento era oferecido através do bebedouro e não havia garantia de quem todos ingerissem a mesma dose. Na medicação administrada por via subcutânea, foi possível a administração da medicação de forma mais precisa individualmente, obtendo maior controle sobre o protocolo utilizado. O estudo da utilização da via subcutânea mostrou-se favorável em casos de desuniformidade de lotes. Este breve estudo valida a utilização da forma subcutânea no tratamento de acarioses em camundongos de laboratório, e por conseguinte, seja adequado a outras espécies animais de biotérios com o mesmo problema.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação das Vias de Aplicação de Moxidectin no Tratamento de Ácaros em Camundongos de Biotério. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66022. Acesso em: 23 set. 2026.