Resistência à Doramectina em Terneiras de Aptidão Leiteira em uma Propriedade no Sul do Rio Grande do Sul

Autores

  • Maria Torres
  • Bruna Farias Alves
  • Natália Soares Martins
  • Camila Gervini Wendt
  • Tânia Regina Bettin dos Santos
  • Diego Moscarelli Pinto

Palavras-chave:

Gordon, Withlock, OPG, anti-helmínticos, pecuária, leiteira

Resumo

A bovinocultura de leite está em uma notada crescente nos últimos anos, por isso, a correta criação de terneiras leiteiras cada vez se torna mais importante e desafiadora. Por ser esta a categoria que apresenta maior susceptibilidade a doenças é também, mais acometida por verminoses, as quais são extremamente prejudiciais ao desenvolvimento, causando perdas de rendimento e consequentemente no potencial das futuras vacas leiteiras ou até mesmo morte quando uma parasitose mais intensa se manifesta. Diante desse contexto, a utilização de diferentes princípios ativos de anti-helmínticos são práticas de suma importância para auxiliar no controle dos parasitas gastrintestinais, além da utilização de baixa lotação nos potreiros buscando um maior equilíbrio ambiental e evitando reinfecção pelos parasitas, o que geralmente não ocorre em propriedades leiteiras, por serem geralmente propriedades pequenas e ou utilizarem sistema extremamente intensivo, o que aumenta ainda mais a contaminação. Entretanto, o uso incorreto dos anti-helmínticos tem gerado grandes problemas de resistência dos parasitos, aumentando as perdas econômicas e muitas vezes inviabilizando a atividade. O objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia da Doramectina (Dorax®) em terneiras de aptidão leiteira com idade entre 5 e 8 meses em uma propriedade leiteira localizada no sul do Rio Grande do Sul. Foram coletadas fezes da ampola retal de 11 terneiras no dia do tratamento, e as amostras encaminhadas ao Laboratório de Doenças Parasitárias (LADOPAR) e processadas pela técnica de Gordon e Withlock, para avaliar a presença de ovos de helmintos por grama de fezes (OPG). Aos 14 dias pós-tratamento com Doramectina esses animais foram submetidos à nova coleta para avaliar o índice de eficácia do produto (IE). Os dados foram tabulados em planilhas de Excel, onde se obteve a média pré-tratamento e pós-tratamento. Posteriormente, os resultados obtidos, foram utilizados para calcular a eficácia do princípio ativo utilizado, através da fórmula: IE= (OPG pré-tratamento OPG pós-tratamento) / OPG pré-tratamento X 100. Foi observado um IE de 11% para este produto, o que demonstra que nessa propriedade o produto não foi eficaz. Conclui-se que é extremamente importante a execução de exames coprológicos, para avaliar a eficácia de produtos anti-helmínticos, pois em muitas situações aplicar vermicidas não significa ter sanado o problema de helmintoses, além disso, é fundamental adotar práticas de manejo que auxiliem na diminuição dos parasitos no campo, diminuindo a reinfecção dos animais, bem como o uso de produto químico eficazes para reduzir a ocorrência de resistência.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Resistência à Doramectina em Terneiras de Aptidão Leiteira em uma Propriedade no Sul do Rio Grande do Sul. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/66014. Acesso em: 23 set. 2026.