Análise dos Parâmetros Físico-químicos de Potabilidade em Águas Minerais

Autores

  • Marcus Barreto
  • Lenise Rosa Nunes
  • Priscila Fogaça Schwarzer
  • Paula Fernanda Pinto da Costa
  • Adriane Lettnin Roll Feijó

Palavras-chave:

Qualidade, água, Teor, mineralização, Alcalinidade, Minerais

Resumo

O crescente consumo de água mineral está relacionado principalmente à poluição dos mananciais e aos efeitos benéficos que esta oferece. Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 54 de 15 de junho de 2000, as águas minerais são obtidas de fontes naturais ou artificialmente captadas, de origem subterrânea, e são caracterizadas pelo conteúdo definido e constante de sais minerais e pela presença de oligoelementos e outros constituintes. Com o objetivo de avaliar a qualidade dos parâmetros físico-químicos de potabilidade na água mineral, foram analisadas quatro amostras, adquiridas no comércio local da cidade de Itaqui RS, identificadas como 1, 2, 3 e 4. Foram analisados parâmetros relacionados com a qualidade e potabilidade da água para consumo humano, utilizando metodologia oficial recomendada pelo Standard Methods For Examination of Water & Wastewater 21th (2005) sendo eles alcalinidade, acidez, dureza, pH, condutividade, cálcio, oxigênio consumido em meio ácido, sólidos sedimentáveis, sólidos suspensos totais, sólidos voláteis, cloretos e salinidade. Os resultados indicaram que as amostras 1 e 2 demostraram ser alcalinas com pH ligeiramente maior que 10, a Portaria nº 2.914, para potabilidade de água, indica pH ideal para o consumo até 9,5. A análise de alcalinidade está diretamente relacionada ao teor de bicarbonato, carbonato e hidróxidos, sendo que as amostras apresentaram alcalinidade média. Nas amostras 1 e 2 não foram encontrados valores para acidez, enquanto que as amostras 3 e 4 apresentaram acidez leve, sendo o indicado para o consumo, pois a alta acidez influi na velocidade das reações químicas e nos processos biológicos. Quanto ao nível de dureza, as amostras 1 e 2 são consideradas brandas, apresentando menos que 50mg.L-1 de CaCO3, a amostra 3 foi considerada dura, apresentando 136,7mg. L-1 de CaCO3 e a amostra 4 foi classificada como moderadamente dura, com 56,7mg. L-1 de CaCO3. Não foi detectada nas amostras a presença de matéria orgânica e sólidos sedimentáveis, considerando como limites de detecção dos métodos 0,1mg de O2.L-1 e 0,1 mL.L-1, respectivamente. Quanto ao teor de mineralização, as amostras 1, 2 e 3 enquadram-se como com mineralização média a elevada (100 a 600 mg.L-1), enquanto a amostra 4 foi classificada como baixo teor de mineralização (menos que 100mg.L-1). O teor de condutividade está relacionado com a presença de íons em solução, indicando assim o teor de minerais, as amostras apresentaram altos índices de condutividade, sendo de 316.2, 365.8, 242.2 e 67.58 µS.cm-2, respectivamente para as amostras 1, 2, 3 e 4. A análise de cloretos e salinidade estão diretamente relacionadas, estando ambas de acordo com o valor máximo permitido de 250 mg.L-1de Cl- e 200 mg.L-1de Na+. Conclui-se que a qualidade das águas minerais analisadas respondem as legislações vigentes, com exceção das amostras 1 e 2 que apresentaram pH acima do recomendado como ideal.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Análise dos Parâmetros Físico-químicos de Potabilidade em Águas Minerais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65996. Acesso em: 22 set. 2026.