Avaliação da Qualidade de Grãos de Feijão Submetidos a Diferentes Métodos de Armazenamento
Palavras-chave:
Phaseolus, vulgaris, estocagem, germinação, atmosfera, modifficadaResumo
É indiscutível a importância que tem a armazenagem de grãos no País frente ao momento em que o Brasil se coloca como um dos maiores produtores de alimentos do planeta e considerando também a questão de segurança alimentar de nossa população. A qualidade dos grãos é um parâmetro bastante relevante para comercialização e processamento, podendo afetar o valor do produto. Apesar de toda a tecnologia disponível à agricultura brasileira, as perdas qualitativas e quantitativas, originadas durante o processo de pós-colheita, ainda não são bem controladas e, durante o armazenamento, a massa de grãos é constantemente submetida a fatores externos, os quais podem ser físicos, como temperatura e umidade; químicos, como fornecimento de oxigênio, e biológicos, como bactérias, fungos, insetos e roedores. Essas perdas podem ser minimizadas com a utilização de atmosfera modificada, assim como o controle da umidade e da temperatura da massa de grãos. O trabalho tem como objetivo avaliar o efeito do armazenamento em atmosfera modificada e em embalagens politereftalato de etileno, na qualidade tecnológica de grãos de feijão preto (Phaseolus vulgaris). As amostras de 300 gramas de feijão foram armazenadas em vidros com atmosfera modificada, embalagens politereftalato de etileno (garrafas PET) e embalagem de polietileno de baixa densidade (controle). Foram realizadas análises em triplicata, no período de 0, 30, 60 e 90 dias de armazenamento, de umidade utilizando medidor de umidade digital, teste de germinação, onde quatro subamostras de 50 sementes foram distribuídas em rolos de papel germitest umedecidos com água destilada na quantidade de 2,5 vezes o peso do papel seco e mantidas em germinador à temperatura constante de 25°C, durante sete dias. A avaliação das plântulas normais foram realizadas no sétimo dia após instalação do teste. A incidência de defeitos (grãos quebrados, mofados,carunchados,descascados e ardidos) foi realizada de acordo com o regulamento técnico do ministério da agricultura, pecuária e abastecimento (MAPA). Para a determinação da dureza, 10 g de cada amostra foram cozidos em 250 mL de água destilada a 100 ºC em béquer, em chapa de aquecimento por meia hora ou até que 50% dos grãos não apresentarem centro duro. Os resultados parciais indicam que, durante os 90 dias de armazenamento, o teste de germinação dos grãos se manteve estável em todas as amostras apresentado valores entorno de 95%, houve um aumento da umidade dos grãos armazenados em atmosfera modificada (vidro), passando 11,5% para 14,5%. Não houve diferença significativa nos testes de cocção, mantendo-se o tempo médio de cocção entorno de 25 minutos e na incidência de defeitos nas amostras armazenadas nos diferentes métodos. Espera-se que com o aumento do período de armazenagem, o uso de atmosfera modificada aumente a vida de prateleira dos grãos, tornando-se um método alternativo para a conservação dos grãos feijão, principalmente para pequenos produtores.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação da Qualidade de Grãos de Feijão Submetidos a Diferentes Métodos de Armazenamento. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65989. Acesso em: 22 set. 2026.