ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DOS GESTORES DAS FARMÁCIAS E DA COMUNIDADE GABRIELENSE SOBRE O DESCARTE CORRETO DE MEDICAMENTOS.
Palavras-chave:
Medicamentos, Resíduos, DescarteResumo
A demanda por medicamentos é alta, o que faz com que haja elevada produção e, em consequência disto, um acréscimo na geração de resíduos fármacos, ocasionando a contaminação do meio ambiente, devido ao seu descarte incorreto. Além disso, outro problema são os medicamentos descartados que ainda atendem o prazo de validade e que podem retornar ao consumo da população através da logística reversa que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais reversos agregando-lhes valor de diversas naturezas. Realizar o gerenciamento de resíduos fármacos é fundamental para evitar impactos ambientais, além disso, há uma legislação em vigor a qual nem sempre está sendo atendida onde as farmácias devem receber tais resíduos e fornecer sua destinação correta. Este trabalho visa auxiliar os gestores de farmácias na adaptação à esta legislação, assim como fornecer informação de qualidade a população do município de São Gabriel RS, ao informar sobre os procedimentos adotados quanto ao descarte e destino correto de medicamentos vencidos e a importância de ter esta consciência ambiental para evitar prejuízos ao meio ambiente. Para atender ao objetivo proposto foram aplicados dois questionários, um direcionado a nove estabelecimentos farmacêuticos e outro a 350 moradores do município. Em ambos os questionários duas perguntas eram igualmente realizadas. A primeira sobre o local em que eram descartados os medicamentos e a segunda sobre o conhecimento da legislação em vigor. Através da coleta desses dados traçou-se um paralelo com as respostas dos gestores e dos moradores entrevistados. Todos os gestores das farmácias possuem o conhecimento sobre a legislação e a sua responsabilidade de realizar a coleta de tais medicamentos. No entanto apenas trinta e oito entrevistados (10,86%) do total de trezentos e cinquenta possuem o conhecimento da obrigatoriedade das farmácias de disponibilizarem coletores para tais resíduos. A forma de descarte dos resíduos fármacos, segundo oito gestores foi que os estabelecimentos enviam para empresas terceirizadas. Apenas um gestor relatou que seu estabelecimento descarta em lixo comum. Verificou-se que apenas um desses estabelecimentos possui coletor apropriado e recebe resíduos da população. Os outros oito estabelecimentos apenas terceirizam sua coleta para atender o seu próprio descarte. Do total de trezentos e cinquenta moradores entrevistados apenas 24 pessoas (6,85%) os entregam a uma instituição de saúde ou a farmácias. Diante disso constatou-se que mesmo que haja o conhecimento da legislação vigente por parte dos estabelecimentos farmacêuticos, a população entrevistada ainda desconhece tal responsabilidade. Com os resultados obtidos, verificou-se a necessidade de informar a população do município quanto à importância de descartar estes produtos corretamente.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DOS GESTORES DAS FARMÁCIAS E DA COMUNIDADE GABRIELENSE SOBRE O DESCARTE CORRETO DE MEDICAMENTOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65985. Acesso em: 22 set. 2026.