O Uso de Tecnologias Móveis no Trabalho: uma investigação dos paradoxos tecnológicos em graduandos em administração

Autores

  • Renato Moura
  • Kathiane Benedeti Corso

Palavras-chave:

paradoxos, smartphones, tecnologias, móveis, Sorensen

Resumo

Sabe-se que cada vez mais as tecnologias móveis estão se popularizando e introduzindo-se em todos os aspectos da vida humana. Segundo notícia da agência Reuters Brasil publicada no dia 28 de agosto de 2013 sobre pesquisa da consultoria IDC Brasil, a venda de smartphones no segundo trimestre de 2013 ultrapassou a venda de telefones celulares comuns pela primeira vez no Brasil. Um dos maiores ativos desta tecnologia é a mobilidade que para Sorensen (2011), é produto da constante miniaturização dos dispositivos computacionais, combinada à possibilidade da constante conectividade destes dispositivos. Esta constante conectividade possibilita carregar consigo para qualquer lugar informações (quando há infraestrutura necessária), sejam elas de ordem pessoais ou profissionais. Desta maneira o trabalho acaba saindo da esfera do escritório e acompanhando os indivíduos em qualquer lugar. Apesar de todos os benefícios ressaltados, autores como Mick e Founier (1998), Jarvenpaa e Lang (2005), Mazmanian, Orlikowski e Yates (2006) e Sorensen (2011) destacam que existem paradoxos no comportamento de uso das tecnologias móveis. Estes paradoxos se traduzem em um comportamento de uso contraditório, antagônico, como por exemplo: ao comprar um smartphone esperar que este lhe garanta liberdade, e sentir-se ao mesmo tempo livre com a tecnologia, e escravo desta. Ao todo a pesquisa trabalhou com dezessete paradoxos, sendo eles: Controle x Caos; Liberdade x Escravidão; Novo x Obsoleto; Competência x Incompetência; Eficiência x Ineficiência; Satisfação de necessidade x Criação de necessidades; Integração x Isolamento; Independência x Dependência; Planejamento x Improvisação; Ilusão x Desilução; Continuidade x Assincronicidade; Engrajamento x Desengajamento; Autonomia x Vício; Público x Privado; Colaboração Fluida x Colaboração Limitada; Controle Fluido x Controle Limitado e por fim Criatividade Fluida x Criatividade Limitada. Os últimos três paradoxos são de autoria de Sorensen (2011), e se referem ao ambiente do trabalho. Com vistas a este fenômeno a presente pesquisa busca identificar os paradoxos de uso de smartphone dos alunos dos cursos de graduação da UNIPAMPA, campus Santana do Livramento, que estudam a noite, são usuários de smartphones e trabalham. Para tanto, fez-se um questionário de caráter quantitativo, com três blocos de perguntas. O primeiro bloco busca compreender o perfil de uso e escolha da tecnologia por parte do usuário; O segundo busca identificar os paradoxos presentes no comportamento de uso e foi baseada e adaptada das teses de Gonçalves (2012) e de Corso (2013). Em um terceiro bloco busca conhecer e delinear o perfil do usuário de smarpthone. Para que se pudesse aplicar a pesquisa somente com o público alvo, fez-se uso de perguntas filtro. A pesquisa até o momento da submissão do presente resumo encontra-se no estágio de validação e aplicação do instrumento de coleta e, portanto, ainda não tem resultados para apresentar.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

O Uso de Tecnologias Móveis no Trabalho: uma investigação dos paradoxos tecnológicos em graduandos em administração. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65879. Acesso em: 22 set. 2026.