A VISÃO DOS REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES DA REGIÃO DA CAMPANHA DO RIO GRANDE DO SUL SOBRE OS FATORES CAUSADORES DE VULNERABILIDADE NA BOVINOCULTURA DE CORTE
Palavras-chave:
vulnerabilidade, bovinocultura, corte, instituiçõesResumo
O objetivo é analisar a visão dos representantes das instituições da Região da Campanha sobre os fatores que causam vulnerabilidade aos produtores da bovinocultura de corte. As entrevistas foram realizadas junto a 23 representantes de instituições dos municípios de Bagé, Dom Pedrito e Santana do Livramento, entre os meses de setembro de 2012 e março de 2013. As variáveis que tratam das percepções foram organizadas a partir da Escala de Likert, as respostas foram hierarquizadas partir de graus de importância, em uma escala de um a cinco, sendo (1) nenhuma importância e (5) muito importante. Este trabalho faz parte de um projeto maior financiado pela FAPERGS. Do total dos entrevistados, 20 são do sexo masculino e três do sexo feminino; Em média, estes agentes estão em torno de 15 anos nas instituições. No que concerne aos aspectos produtivos e de mercado, os entrevistados apontam como principais fatores causadores de vulnerabilidade: a) Abigeato (4,82), 21 dos entrevistados entendem que o este é um problema de difícil solução, devido a grande extensão de área dos municípios e a proximidade com a fronteira com o Uruguai b) disponibilidade e acesso a terra para pecuária (4,48), devido à expansão das lavouras de soja na região; assim, a procura de áreas, especialmente para o cultivo da soja, tem elevado de forma expressiva o preço da terra, tanto para a aquisição, quanto para o arrendamento. c) Estiagens (4,43), estas afetam os sistemas de produção, seja pela escassez dos alimentos quanto pelo déficit hídrico, que incide de forma mais agressiva em propriedades que não tem planejamento. d) Custos dos insumos agropecuários (4,18), estes tendem a ser consequência dos custos de insumos na lavoura (sementes e fertilizantes), mas que fazem parte dos custos da pecuária, produtos da lavoura fazem parte da formulação de ração (soja e milho) tiveram aumentos significativos. No que concerne aos aspectos sociais e institucionais os entrevistados apontam: a) disponibilidade (4,74) e qualificação (4,35) de mão de obra. Dos 23 entrevistados, 21 afirmam que existe uma grande dificuldade em encontrar mão de obra para atuar no campo. Más condições das estradas (4,59) têm impactos no âmbito produtivo e social e dificulta a o funcionamento dos sistemas de produção, dado à dificuldade de movimentação de recursos. Ausência de sucessor (3,87), os entrevistados estão preocupados com o esvaziamento do campo. Este fator tende a estar relacionada com as longas distâncias, a redução das escolas rurais, a falta de interesse dos jovens pelo meio rural, assim como a dificuldade dos pais de envolver os filhos (as) na produção e gestão da propriedade. Este conjunto de fatores tende a impactar o desenvolvimento da atividade, que depende de ações concretas de produtores e instituições para atenuar as vulnerabilidades.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A VISÃO DOS REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES DA REGIÃO DA CAMPANHA DO RIO GRANDE DO SUL SOBRE OS FATORES CAUSADORES DE VULNERABILIDADE NA BOVINOCULTURA DE CORTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65861. Acesso em: 22 set. 2026.