PERCEPÇÃO DOS PRODUTORES DE LEITE DO MUNICÍPIO DE JOIA RS SOBRE A SITUAÇÃO DA ATIVADADE

Autores

  • Marcelo Cunha
  • Helene Suñe Bonfada
  • Carlos Alberto Bernardes Junior
  • Tanice Andreatta
  • Cleiton Stigger Perleberg

Palavras-chave:

percepção, dos, produtores, dificuldades, produção, leite

Resumo

O objetivo deste artigo é captar a percepção dos produtores sobre as dificuldades enfrentadas na atividade leiteira no município de Jóia - RS. As entrevistas foram realizadas junto a 20 produtores de leite no mês de junho de 2013. As principais variáveis foram organizadas a partir da Escala de Likert, as respostas hierarquizadas partir de graus de importância, em uma escala de um a cinco, sendo 1) nenhuma importância e 5) muito importante. Este trabalho faz parte de um projeto maior financiado pela FAPERGS. A atividade leiteira é desempenhada basicamente a partir da mão de obra familiar, todos os entrevistados residem na propriedade rural e a média de residentes varia entre 3 a 4 pessoas, destas, em torno de duas pessoas da família trabalham efetivamente no leite. O tamanho da propriedade de 18 entrevistados não ultrapassa 40 hectares; 10 propriedades possuem até 20 hectares, reforçando a presença da produção leiteira em pequenas propriedades no município. O rebanho bovino leiteiro varia entre oito e 100 animais; e as vacas em lactação entre quatro e 40 animais, e a produção mensal variam entre 600 litros e 21 mil litros de leite; oito produtores produzem em torno de 10 mil litros mensais. No que concerne aos aspectos produtivos e de mercado, os produtores mencionam como as principais dificuldades: a) Altos custos dos insumos agropecuários (4,90), estes impulsionados pelo aumento dos custos da ração, da realização da silagem e dos sucessivos processos de limpeza na hora da ordenha e da infraestrutura e equipamentos tem onerado a atividade, b) condições climáticas (4,60), principalmente as estiagens que reduzem receitas, aumentam a utilização de ração e provocam sofrimento dos produtores ao verem os animais passar sede e fome. c) Disponibilidade e acesso a novas áreas de terras (4,50) o aumento dos preços da terra para comercialização e arrendamento assim como a dificuldade das pequenas propriedades competirem com propriedades médias e grandes, tende a fazer com que produtores menos capitalizados tenham mais dificuldade de concorrer com produtores mais capitalizados. Entre os aspectos sociais, os produtores apontam: a) Disponibilidade de mão de obra (4,50) e Capacitação da mão de obra (4,35). Além da dificuldade de contratar, o custo é alto e a qualificação também é baixa, devido aos sucessos processos que envolvem a ordenha e a nutrição dos animais. Dos entrevistados, somente cinco acreditam que efetivamente poderão ter sucessores, os demais vivem uma situação de incerteza em relação ao futuro da propriedade. Esse fator, juntamente com a dificuldade de mão de obra impõe algumas reflexões quanto à organização da propriedade. Aqueles que estão com mais de 50 anos pensam em manter a produção ou aumentá-la, sem, incorrer em investimentos substanciais. Essa relutância nos investimentos é mais evidente nas propriedades que não tem a perspectiva de sucessão.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

PERCEPÇÃO DOS PRODUTORES DE LEITE DO MUNICÍPIO DE JOIA – RS SOBRE A SITUAÇÃO DA ATIVADADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65860. Acesso em: 23 set. 2026.