O discurso da Violência e da Educação para a Paz nos jornais da Fronteira Oeste do Estado do RS
Palavras-chave:
Violência, Educação, para, paz, Jornalismo, SocialResumo
Este trabalho parte do projeto de pesquisa intitulado A Representação da Violência e Educação para a Paz em Jornais da Fronteira Oeste do Estado do RS, financiado pela FAPERGS (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). O projeto tem por objetivo identificar como as categorias Violência e Educação para a Paz são apresentadas nos jornais da região da Campanha e Fronteira Oeste do RS. A proposta busca, assim, realizar um diagnóstico acerca da problematização e visibilidade que a mídia jornalística oferece sobre esses temas nas cidades que contém um campus da UNIPAMPA, através de uma metodologia de análise qualitativa com dados quantitativos. O conceito de violência, quando atrelado a mídia, seja ela estilizada ou não, seja ficção ou parte dos telejornais tende a sensibilização e ao espetáculo. Ou seja, suas categorias são banalizadas. Até que ponto as mídias locais interferem nesse quadro? E quais as inserções de um jornalismo voltado ao seu caráter Social de interventor das realidades e quais as inserções de uma Educação para a Paz? A educação para a paz caracteriza-se pela intervenção, através de políticas pedagógicas de inclusão, participação, igualdade, entre outros. O que traz a perspectiva desse estudo a alternativa do Jornalismo Social. Tal estudo está sendo realizado junto aos jornais Folha do Sul, Gazeta de Caçapava, A Plateia, Folha de São Borja, Jaguarão Online, Caderno A4, Jornal Cidade, Jornal Em Questão, Folha da Cidade e Folha de Itaqui. Até o momento, cerca de quatorze edições de cada jornal foi investigada. Como resultados parciais, observa-se que as formas de Violência mais recorrentes nesses jornais, de maneira geral, são três: drogas, furto e contrabando, impulsionadas, principalmente, por um discurso de que a Fronteira fortalece essas tematizações. Já no que diz respeito à Educação, esta tem aparições em matérias e notícias sobre eventos e grupos culturais, ou seja, iniciativas externas as cidades, que promovem de reflexões sobre o assunto. Há aparições, também, do tema nos editoriais dos jornais, tomado por uma retórica harmonizadora e sensibilizadora, com vistas ao fomento de que as cidades retratadas nos jornais são cordiais e harmoniosas. Em tais discursos são recorrentes palavras como: igualdade, religião, patrimônio, memória e integração. No geral, um discurso reto, de caráter noticioso e imparcial. As abordagens jornalísticas, nesses jornais, acabam por se tornarem simplificadoras, o que tende por prolongar práticas de incentivo à violência e autenticar processos de opressão que deveria, no seu objetivo original, combater, como o Jornalismo social e comunitário propõe. O jornalismo tem papel fundamental na construção da realidade social e precisa ter ciência do seu papel contribuitivo na formação de cidadãos. Por isso, não atender a lógica do mercado e da concorrência no que tange aos contornos que possa oferecer às temáticas Violência e Educação é de extrema importância.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O discurso da Violência e da Educação para a Paz nos jornais da Fronteira Oeste do Estado do RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65858. Acesso em: 22 set. 2026.