Pesquisa revela índice de Bullying nas Escolas de São Borja

Autores

  • Josenia Austria
  • Viviane Figueiredo
  • Núbia Velasque
  • Letícia Meirelles
  • Juliana Lima Moreira Rhoden
  • Valmor Rhoden

Palavras-chave:

Bullying, –, Alunos, Pesquisa, Intimidação, -, Agressão

Resumo

Este trabalho apresenta resultados da pesquisa de campo elaborada no projeto de Extensão Hora de Falar de Bullying: fomentando discussões com a comunidade escolar de São Borja. Esta fase do projeto foi desenvolvida por acadêmicos dos cursos de Relações Públicas ênfase em Produção Cultural e Ciências Humanas, da Unipampa. A pesquisa teve como objetivo avaliar a incidência, prevalência e consequência do bullying nas escolas do município de São Borja. A metodologia utilizada para o levantamento dos dados contidos no presente estudo é a Pesquisa Quantitativa, para tal aplicamos um questionário fechado, com 12 perguntas de múltiplas opções de resposta. Participaram da amostra 921 alunos do 4º a 6º ano do ensino fundamental, de oito escolas estaduais de São Borja. Nele não continha conceito de Bullying, para facilitar a compreensão dos alunos, para isso, foi utilizado os termos intimidação ou agressão. A partir da análise dos dados, verificou-se que apesar de 87,1% dos alunos do município, responderem sentir-se bem no ambiente escolar, apontou que menos da metade deles (42,2%) sentem-se seguros. A razão desse resultado pode ter relação com o fato de que 78,7% delas já presenciaram atos de intimidação ou agressão entre colegas. Quando perguntados se já intimidaram ou agrediram os colegas, apenas 57,2% responderam nunca ter praticado tais atos, enquanto que os demais indicaram já terem cometido atos como xingar, brigar, dar risadas e apontar o dedo, e ainda colocar apelidos nos colegas. Quando perguntados quanto ao que os motivou a intimidar ou agredir os colegas e como se sentiram após tais atos, o número de alunos que assumiram uma postura de agressores diminui, sendo que 62% preferiram dizer que nunca intimidaram ou agrediram os colegas. Isto pode ter se dado devido a várias deles não considerarem as ações citadas acima como praticas violentas relevantes. Outro fator que contribui para esse pensamento é a maioria (20%) ter classificado suas ações como brincadeira, ou terem achado engraçado (4,1%), terem sentindo-se bem (4,3%), ou ainda, não terem sentido nada (6,4%). Esses resultados revelam que, em muitos casos, as situações vivenciadas podem já terem se tornadas cotidianas ou banalizadas. Esses resultados, ao mesmo tempo em que denotam que a violência escolar ou bullying é um problema de interesse social que deve ser trabalhado em sala de aula, mostram que, em muitos casos, os professores não têm subsídios ou orientação necessária para resolver ou, pelo menos, amenizar essa realidade. Com base nos resultados obtidos na pesquisa de campo, evidencia-se a urgência de ações preventivas de bullying nas escolas. Os resultados encontrados nesta pesquisa contribuíram como ferramenta base para o planejamento e desenvolvimento de estratégias de comunicação, fundamentando as discussões posteriores junto à comunidade escolar, e principalmente quando evidência a necessidade de efetivação de programas preventivos e de combate ao Bullying nas escolas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-14

Como Citar

Pesquisa revela índice de Bullying nas Escolas de São Borja. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65846. Acesso em: 22 set. 2026.