Rede De Atendimento Aos Dependentes De Crack: Um Estudo Na Fronteira Oeste E Missões Do Estado Do Rio Grande do Sul
Palavras-chave:
Rede, Atendimento, Crack, Serviço, SocialResumo
O projeto Interfaces da Rede de atendimento Assistencial aos dependentes de Crack na Região das Missões e Fronteira Oeste do Estado do Rio Grande do Sul foi instituído em agosto de 2011 visando três ciclos: mapeamento da rede, verificação quanto adesão ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e por fim, compreensão dos sujeitos atendidos em relação aos serviços prestados. O mapeamento da rede de atendimento teve a pretensão de analisar as formas de acesso, estrutura física, recursos humanos e serviços destinados aos dependentes e familiares. Analisar como está estruturada a rede assistencial à saúde pública e privada de atendimento aos dependentes de Crack na Região das Missões e Fronteira Oeste do Estado do Rio Grande do Sul com vistas a indicar possibilidades de melhorias nos serviços prestados, assim como verificar adesão ao plano nacional. Teve como suporte teórico o Método Dialético-Crítico, desvelando as interconexões entre os fenômenos. Os dados foram coletados por meio de pesquisa qualitativa por meio de entrevistas com aplicação de formulário com perguntas abertas e fechadas aos gestores e/ou profissionais. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo. O terceiro ciclo, de escuta dos sujeitos atendidos, será executado em 2013/2014. Os dados da primeira fase da pesquisa são apresentados de forma transversal uma vez que todas as instituições Caps, Comunidade Terapêutica e Hospitais interagem na mesma rede de atendimento aos dependentes de crack.Somente seis municípios disponibilizam rede de atendimento. 90% da CTs estão no meio rural com difícil acesso. São estradas precárias, sem transporte coletivo e placas de direcionamento. Em todas as CTs e 80% dos hospitais e CAPs não há acessibilidade para deficientes. Os CAPs funcionam somente em horário comercial dificultando o acesso aos sujeitos da zona rural e famílias em situação de trabalho. Não há CTs que atendem mulheres e somente uma atende adolescentes. Não há atendimento sistematizado as famílias, com estruturas precárias e profissionais insuficientes. Não vem ocorrendo as fiscalizações legais, assim como a rede encontra-se fragilizada, no que diz respeito às questões intersetoriais. Nenhum município aderiu ao plano nacional de combate ao crack. As instituições apontam a necessidade de campanhas de prevenção e de combate ao uso de drogas nas escolas e famílias, conscientização por parte de todos os envolvidos tanto no tratamento quanto no acompanhamento dos usuários, ampliação da política de atendimento do Caps AD com a abertura do Caps III, onde irão funcionar 24 horas, qualificação profissional e fortalecimento da Rede, assim como fortalecimento da rede. Fica evidente que há necessidade de trabalhar e articular as atividades das instituições em redes. A que se considerar que somente aumento do número de leitos não garante controle sobre a questão dos índices de dependentes de crack. Há necessidade de intensificação.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Rede De Atendimento Aos Dependentes De Crack: Um Estudo Na Fronteira Oeste E Missões Do Estado Do Rio Grande do Sul. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65842. Acesso em: 22 set. 2026.