Cinzas do Passado: O reflexo da sociedade Jaguarense na representação da morte no início do século XX.
Palavras-chave:
Cemitério, sociedade, cultura, patrimônioResumo
A cidade de Jaguarão é conhecida nacionalmente pelo vasto acervo Patrimonial, onde destaca-se os casarões ecléticos, com toques arquitetônicos hora debruçado no neoclássico, hora na art nouveau. Assim como seus prédios ecléticos e com influência européia, o Cemitério das Irmandades também apresenta um Patrimônio cultural adormecido, de imenso valor histórico, sociológico, antropológico e artístico, sendo uma fonte de pesquisa inesgotável. Ao caminhar pelo campo santo, já no primeiro olhar tem se um mosaico de culturas plasmadas em seus ornamentos das mais distintas origens; mosaicos espanhóis, italianos, portugueses, mármore de carrara, símbolos judeus, maçons, católicos. Enquanto que de grosso modo e no conjunto podemos ter outra leitura de sociedade e de hierarquia social e cultural. Usamos como fonte primária da pesquisa fotografias tiradas de uma máquina fotográfica digital, referentes ao principais mausoléus e demais túmulos que compõem o Cemitério das Irmandades e que representam as diferentes classes sociais existente no período estudado. Buscamos neste enfoque compreender aspectos da sociedade Jaguarense no inicio do século XX, no que refere-se ao tema da morte, e por fim, se existia ou não uma demarcação de status social através dos mausoléus. Através da investigação constatamos que o ideal heroico, contribuíram para afirmar uma atmosfera propicia para o romanceamento da morte, de sua exploração artística e sentimental, tendo neste mistério seu motivo principal seu clímax e seu fim, naturalmente foi dentro deste terreno também que os homens de mais posses deixaram imortalizado seu poder, sua imponência e sua imagem mais idealizada fosse como homem de exército e guerra, como poeta ou como sacerdote, na morte todos parecem arrogar-se uma personalidade muito sua que compõe um mosaico cultural regido pelo nível social. Nestes tempos de pós-modernismo da era cristã nos vimos de tal forma impelidos pelo imediatismo dos meios de comunicação a não considerar a idéia de finitude, que nos causa estranheza considerar que no inicio do século XX, o que em termos históricos não parece nada distante, tenhamos uma mudança tão discrepante no modis vivendis, de nossa sociedade.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Cinzas do Passado: O reflexo da sociedade Jaguarense na representação da morte no início do século XX. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65826. Acesso em: 22 set. 2026.