O uso de Geotecnologias aplicado à área da saúde: Análise Espacial da ocorrência de Leishmaniose Visceral em Itaqui RS
Palavras-chave:
geoprocessamento, mosquito-palha, distribuiçãoResumo
Atualmente a Leishmaniose Visceral é considerada, pelas autoridades, um problema de saúde pública. Em seus primórdios era considerada como uma doença de caráter rural, porém com o agravamento dos desmatamentos, processos migratórios e também o crescimento urbano sem planejamento, o perfil epidemiológico da Leishmaniose Visceral sofreu uma alteração facilitando o processo de urbanização do vetor. Conforme publicação no site da Prefeitura Municipal de Itaqui, já há no município um caso confirmado de Leishmaniose em um humano. Considerando o risco que a doença oferece à população, torna-se necessária uma análise espacial da ocorrência de Leishmaniose no município. As tecnologias de localização espacial têm demonstrado o seu grande potencial no apoio à tomada de decisões no que tange a área da saúde. Conhecer a localização de fenômenos epidemiológicos aumenta as possibilidades de um melhor planejamento e proporciona a geração de bases teóricas sobre o fenômeno. O objetivo deste trabalho é quantificar e analisar estatisticamente as ocorrências de Leishmaniose visceral na área urbana do município de Itaqui. Para a realização deste trabalho, a metodologia foi dividida nas seguintes etapas: Identificação e localização dos pontos de ocorrência da doença utilizando registros da Secretaria municipal de Saúde de Itaqui, Levantamento de campo, no qual foram obtidos os pontos de controle e também alguns pontos de ocorrência da doença; Processamento dos dados obtidos em campo, para tal foram utilizados os softwares SPRING, TERRAVIEW e LIBRECAD e por último a geração do mapa temático. Através desta metodologia detectou-se que em 2012 foram registrados 55 locais com ocorrência de Leishmaniose Visceral dos quais: 18,18% dos casos são oriundos do bairro Cerrinho dois Úmbus; 5,45% no bairro Enio Sayago; 9,09% no bairro Centro; 1,81% no bairro Estação; 3,63% no bairro 24 de Maio; 3,63% no bairro Ponte Seca; 10,9% no bairro Cidade Alta; 7,27% no bairro Capelinha; 7,27% no bairro Chácara; 10,9% no bairro Cohab; e 7,27% nos bairros Dr. Ayub, Cafifas e José da Luz. Os demais bairros como, Pró Morar, Várzea, Vila nova e União não apresentaram nenhum local de ocorrência da doença. Observando os dados obtidos nota-se que o bairro com maior registro de ocorrência é o Cerrinho dois Umbús, este bairro é localizado às margens do Rio Uruguai e conforme publicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Mato Grosso do Sul, o inseto transmissor da doença se adapta facilmente às mudanças de temperatura e que o flebotomíneo conhecido popularmente como mosquito-palha costuma ficar em repouso durante o dia em áreas úmidas e sombreadas. Com os resultados obtidos na execução deste trabalho, observou-se que a distribuição espacial da doença, em sua maioria, foi irregular podendo concluir que os bairros com maior incidência da doença sofrem com problemas de saneamento e de impactos ambientais causados pelo acúmulo de lixos nas ruas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O uso de Geotecnologias aplicado à área da saúde: Análise Espacial da ocorrência de Leishmaniose Visceral em Itaqui RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65764. Acesso em: 22 set. 2026.