Geologia da região do Rincão dos Tordilhos-sul de Lavras do Sul: Bacia do Camaquã-RS
Palavras-chave:
Bacia, Camaquã, Fm, Maricá, GeologiaResumo
A área localiza-se ao sul da cidade de Lavras do Sul, com coordenadas UTM centrais 6.575.000 - 226.300, inserida na folha 1:50.000 Lavras do Sul. Nesta região, além do Complexo Granítico Lavras do Sul (CGLS), tem-se rochas sedimentares da Fm. Maricá e vulcânicas da Fm. Hilário. Estas litologias preenchem a Bacia do Camaquã, a qual se estruturou entre os 700-500 Ma. sob a forma de rifts com orientação geral NE-SW. A partir da aplicação e integração de várias metodologias como aerofotogrametria, trabalhos de campo e petrográficos, este estudo objetiva responder a existência ou não de um vulcanismo associado temporalmente à Formação Maricá. Após trabalho de fotointerpretação, realizou-se mapeamento em campo, assim sendo, apresentamos um mapa geológico preliminar, modificando o fotogeológico, ressaltando a importância do trabalho de campo, o qual foi realizado em 3 dias, utilizando o mapa fotogeológico, carta topográfica, bússola e GPS; obtendo-se amostras de rocha, medidas e identificação de estruturas e contatos. Em laboratório, realizou-se a descrição petrográfica macroscópica das amostras utilizando lupa de mesa. Considerando os resultados preliminares, ficou evidente que a presença das rochas vulcânicas associadas ao evento Maricá, pelo menos naquela área, não estava presente. Assim, delimitaram-se através de contatos as seguintes unidades: - no extremo norte, aproximadamente 5%, rocha ígnea intrusiva (CGLS), com cristais de feldspato potássico, euédrico a subédrico, de 3 a 8 mm, às vezes pele de tigre (pertita); eventualmente plagioclásio manteando feldspato alcalino; subordinadamente estão o quartzo, anfibólio e biotita, rocha classificada como sienogranito a pertita granito; - 25% rocha sedimentar de alta diagênese (Fm. Maricá?), com uma auréola de contato gerada pela intrusão do corpo ígneo o qual seria de médio grau (Ribeiro, 1983). As amostras de mão tendem ao fraturamento conchoidal, com aparência de metamorfismo, do tipo hornfels inferior que segundo Mexias (1990), estas características são observadas até 500 m de distância do corpo ígneo; - 70% da área rochas da sequência sedimentar Formação Maricá, identificada através da presença de lineações, planos de estratificação paralela e basculamento da estrutura, localmente arenitos arcoseanos, representados por mais de 25% de feldspato alcalino, e o restante de quartzo fumê. Considerando o realizado até o presente momento, pode-se concluir que sempre devem ser realizadas atividades em campo e em laboratório. Somente campo, pode levar a erros, somente laboratório, com amostras obtidas sem uma boa observação em campo, também. Conclui-se que para um estudo mais aprofundado da área, é preciso maior tempo de pesquisa, assim, os estudos posteriores serão de petrografia microscópica, análises geoquímicas de rocha total, elementos traços, terras raras, isotopia e geocronologia. A equipe agradece a FAPERGS pela bolsa PIBIC e também aos demais patrocinadores intelectuais deste trabalho.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Geologia da região do Rincão dos Tordilhos-sul de Lavras do Sul: Bacia do Camaquã-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65763. Acesso em: 22 set. 2026.