Avaliação do Efeito Protetor do Ocimum basilicum L. na Proliferação e na Viabilidade Celular em Cultura de Leucócitos Humanos

Autores

  • Jonathaline Duarte
  • Raul de Oliveira
  • Paula Fischer
  • Maria Fernanda Leão
  • Michel Machado
  • Luís Flávio de Oliveira

Palavras-chave:

Ocimum, Basilicum, L, Proliferação, Viabilidade

Resumo

Desde os primórdios da civilização, o homem investiga a ação de diversas plantas para tratamentos das mais variadas enfermidades. Assim, o conhecimento da atividade farmacológica das plantas é transmitido de modo hereditário. Atualmente, as pesquisas se detêm em confirmar a ação dessas e seus possíveis efeitos toxicológicos, uma vez que dados da OMS relatam que cerca de 85% da população de países em desenvolvimento recorre ao uso dessa terapia. O Ocimum basilicum L., popularmente conhecido como manjericão, é uma planta aromática, pertencente à família Lamiaceae, rica em óleos essenciais, o que justifica seu uso na culinária. O Ocimum basilicum L., apresenta propriedades estimulantes, expectorantes e carminativas, sendo indicada também para o tratamento de febre e infecções do trato respiratório entre outras doenças, além de conter agentes antioxidantes. Dessa forma, o presente trabalho objetivou avaliar a ação protetora do extrato de Ocimum basilicum L. através de testes de proliferação (contagem em Câmara de Neubauer) e viabilidade celular (pela técnica de Azul de Tripan) em culturas de leucócitos humanos. Para isso, foram analisados: grupo controle negativo (Tampão PBS pH 7,2), grupo controle positivo (H2O2 100µM), grupo do ácido rosmarínico (0,35 mg/mL) e grupo teste com DL50, DL50/10 e DL50/100. A divisão do grupo teste baseou-se em uma revisão literária que descreve um DL50 de 35 µg/mL. Todos os resultados foram analisados estatisticamente por ANOVA seguido pelo post hoc de Bonferroni (p <0,05). Na proliferação celular o controle positivo apresentou cerca de 52,70% de dano enquanto que o ácido rosmarínico apresentou em torno de 17,57%. Já o extrato de Ocimum basilicum L. de DL50 apresentou 25,67% de dano, entretanto, a concentração DL50/10 apresentou 28,37%, e a DL50/100 47,29% de dano. Através desses resultados, podemos observar que o grupo testado demonstrou menor toxicidade que o controle positivo, uma vez que o seu percentual de dano foi significativamente menor em comparação ao controle positivo, até mesmo em concentrações baixas. O mesmo pode ser averiguado no teste de viabilidade celular, onde o controle negativo obteve 95,23% de viabilidade, enquanto que o ácido rosmarínico e o extrato de Ocimum basilicum L. nas concentrações DL50, DL50/10, DL50/100 apresentaram 90,47%, 88,09%, 73,80% e 23% de viabilidade celular, respectivamente. Através dessas análises, é possível sugerir que os extratos testados exercem um efeito protetor nas células, que proporciona a diminuição do índice de morte celular, mesmo em concentrações consideravelmente menores. Dessa forma, a ação protetora exercida pelo Ocimum basilicum L. pode estar relacionada com o fato de que ele contém em suas folhas agentes antioxidantes que favorecem a proliferação e viabilidade celulares. Porém, cabe ressaltar que estudos de toxicidade e biodisponibilidade são fundamentais para corroborar na utilização da planta em questão.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação do Efeito Protetor do Ocimum basilicum L. na Proliferação e na Viabilidade Celular em Cultura de Leucócitos Humanos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65723. Acesso em: 23 set. 2026.