Práticas de automedicação na população brasileira: uma análise reflexiva
Palavras-chave:
automedicação, análise, reflexiva, descrição, errôneaResumo
Como em outros países, no Brasil a automedicação é uma prática amplamente difundida, e assim como prescrição errônea, pode acarretar efeitos indesejáveis, podendo ocasionar desde o mascaramento de sintomas e doenças, até o surgimento de enfermidades iatrogênicas. (SOUZA; MARINHO; GUILAM,2008 ). Dentre todas as classes de medicamentos, os analgésicos possuem as maiores utilizações indiscriminados, por serem usados no alívio da dor, com facilidade na aquisição e em grande parte de venda livre. (TIERLING et al., 2004). Foram realizadas análises reflexivas de estudos já existentes sobre a automedicação e foi possível observar, primariamente, que a classe social e a escolaridade contribuem para a prática do uso indevido dessas medicações. A carência de orientação dos usuários por parte dos profissionais prescritores e dispensadores, as publicidades diretas ao consumidor final e o uso incorreto por parte do paciente, constituem barreiras para a promoção do uso racional de medicamentos. Além disso, um indivíduo frente a sintomas como febre, cefaleia, dor de garganta e, ainda, a interferência de leigos, direciona a população à farmácia como primeira opção para a solução de seus problemas de saúde. No Brasil, há outros fatores que agravam este quadro: cerca de oitenta milhões de pessoas praticam a automedicação e como há uma má qualidade na oferta de medicamentos, onde não se cumpre a obrigatoriedade da receita médica somado à carência de informações e instruções da população em geral, justificando a preocupação em implantar estratégias do uso racional de medicamentos. Visando minimizar os fatores citados, a Organização Mundial da Saúde (OMS)1 estabeleceu como meta a avaliação do uso de medicamentos e controle do seu consumo, com o objetivo de melhorar a racionalidade do uso nas próximas décadas, lembrando que, é um desafio a ser solucionado a partir da educação da população, por meio de programas orientados por órgãos responsáveis juntamente com profissionais da saúde. Reduzindo assim, problemas subsequentes que permeiam a população que utiliza a automedicação de forma indiscriminada. A preocupação do Programa PET Redes de Atenção da UNIPAMPA, com a temática da automedicação, justifica-se mediante as práticas e orientações domiciliares realizadas pelo grupo de bolsistas, tutora e preceptores, nas quais a problemática se evidencia e com ela as estratégias de intervenção são necessárias. O maior conhecimento e a possibilidade de disseminação do tema foram alcançados com este estudo.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Práticas de automedicação na população brasileira: uma análise reflexiva. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65721. Acesso em: 22 set. 2026.