Estudo de Auto Definições de Saúde e Vida e Associação com Doenças Crônicas em Idosos na Cidade de Uruguaiana/RS.

Autores

  • Danieli Tonin
  • Júlia Torres Cavalheiro
  • Jéssica Pereira Souza
  • Jacqueline da Costa Escobar Piccoli

Palavras-chave:

Envelhecimento, Doença, Crônica, Qualidade, Vida, Idoso

Resumo

O envelhecimento é um processo biológico natural. Em 2025 o Brasil será o sexto país no mundo em número de idosos. Diante da realidade inquestionável das transformações demográficas iniciadas no último século, evidencia-se a importância de garantir aos idosos não só uma sobrevida maior, mas também a melhora na sua qualidade de vida. Diante deste fato, surge a necessidade de investigar como os idosos estão definindo sua saúde e vida, como eles percebem a si mesmos, diante as doenças crônicas e alterações fisiológicas naturais. Embora a mensuração do estado de saúde seja bastante difícil, já que engloba diversos aspectos da vida do indivíduo, a auto definição de saúde tem se mostrado um método confiável, e, recentemente, mais utilizado do que a observação direta para a análise desse aspecto. O presente estudo tem como objetivo, analisar as definições de saúde e de vida dos idosos, e verificar possíveis relações com doenças crônicas apresentadas por idosos da cidade de Uruguaiana/RS. O estudo foi conduzido em diferentes locais da cidade, onde 235 idosos assinaram o TCLE e responderam a questionário estruturado. Os instrumentos utilizados foram o MEEM, GDS, escala de AVD e os seguintes questionamentos: Sente-se triste ou deprimido? (Sim ou Não); Como define sua saúde? (Boa, regular ou ruim); Como define sua vida? (Boa, regular ou ruim); bem como o auto-relato de doenças crônica prévias. Dos 235 idosos, 162 (68,9%) definiram sua saúde como boa ou muito boa e 206 (87,7%) definiram sua vida como boa ou muito boa. Houve relação estatisticamente significativa entre saúde e AVD (p=0,041), HAS (p=0,021), osteoporose (p=0,002), dislipidemia (p=0,048), angina (p=0,000), IAM (p=0,024), derrame (p=0,042), artrite (p=0,001), GDS (p=0,001), MEEM (p=0,049) e triste/deprimido (p=0,000). Já a auto definição de vida foi relacionada com angina (p=0,003), IAM (p=0,023), GDS (p<0,0001) e triste/deprimido (p=0,002). Diante os resultados pôde-se observar que mesmo apresentando alguma doença, o idoso define sua saúde como boa ou muito boa. Uma quantidade geralmente inferior define como regular ou ruim. Da mesma forma eles veem a vida em, sua maioria, como sendo boa. Estes resultados sugerem que quando o idoso tem sua doença controlada, ele consegue perceber sua saúde e vida de forma positiva. Porém podemos pensar também em um idoso que desconhece sua real situação e por isso acredita que tudo esteja bem, como por exemplo a significância para idosos com diagnóstico de depressão onde a maioria considera saúde e vida boas. Foi possível identificar que quando o idoso consegue controlar sua doença, como por exemplo a DM e HAS, no seu ponto de vista ele está envelhecendo com saúde. Seria importante correlacionar a auto percepção de saúde e vida também com as percepções de visão e audição que são condições que comprometem a qualidade de vida e que podem interferir no desenvolvimento ou não de doenças relacionadas ao processo de envelhecimento como a depressão, entre outras.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Estudo de Auto Definições de Saúde e Vida e Associação com Doenças Crônicas em Idosos na Cidade de Uruguaiana/RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65717. Acesso em: 22 set. 2026.