Análise de Assimetrias na Pressão Plantar Durante a Marcha de Idosos

Autores

  • Morgana de Britto
  • Pedro Silvelo Franco
  • Felipe Pivetta Carpes

Palavras-chave:

Envelhecimento, pressão, plantar, caminhada

Resumo

A expectativa de vida da população vem aumentando, fazendo com que o número de pessoas idosas também aumente. Com o aumento da população idosa, aumenta também a preocupação com a qualidade de vida desta faixa etária. A capacidade de locomoção é de extrema importância para a independência dos idosos. Assimetrias na locomoção de idosos podem levar a sobrecargas sobre o sistema musculoesquelético, comprometendo a capacidade de andar e podendo levar a lesões ou a ocorrência de quedas. O objetivo desse estudo foi avaliar assimetrias em parâmetros da pressão plantar em idosos. Participaram do estudo 16 idosos de ambos os sexos com média±desvio-padrão de idade de 74±5 anos, massa corporal de 64,83±11,37 kg e estatura de 1,58±0,08 m. Os sujeitos caminharam na velocidade preferida, em um trajeto em linha reta de 9 metros. Durante a marcha, eram registrados os parâmetros da pressão plantar através de um baropodômetro (Matscan, Tekscan Inc., EUA) posicionado na metade do trajeto e no nível do solo. Os parâmetros analisados foram: a pressão média de contato e o pico da pressão de contato para a medida do pé inteiro. Foram registradas 10 pisadas com a perna direita e 10 pisadas com a perna esquerda para cada um dos sujeitos. Foi feito o cálculo do índice de assimetria (IA) entre as pernas considerando a equação [IA% = (DireitaEsquerda/Direita)*100]. O índice de assimetria foi calculado para a pressão média de contato e o pico de pressão de contato. Os resultados relacionados às assimetrias demonstraram uma diferença entre as pernas de 5,36±2,93% na pressão média de contato, e de 10,5±8,32% no pico da pressão de contato. Os índices de assimetria observados sugerem que os idosos com locomoção independente apresentam variações na pressão plantar que caracterizam algum grau de diferença entre os membros inferiores. Os índices aqui descritos podem não ter um efeito agudo negativo sobre a locomoção dos idosos, mas podem se tornar nocivos à saúde músculo-esquelética se considerarmos a caminhada como uma atividade repetitiva, onde as assimetrias podem agir de maneira cumulativa e resultar em dores não somente nos pés, mas também e articulações e tecidos moles. Questões adicionais seguem sendo abordadas neste estudo, dentre elas a repetibilidade das assimetrias e a variabilidade entre diferentes faixas etárias. Fomento: FAPERGS (PROBIC e Programa Pesquisador Gaúcho).

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Análise de Assimetrias na Pressão Plantar Durante a Marcha de Idosos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65688. Acesso em: 22 set. 2026.