Relação Entre Tempo de Trabalho e Postura de Sedestação Sobre Queixas Musculoesqueléticas de Bancários das Instituições Públicas e Privadas da Cidade de Santa Maria-RS.
Palavras-chave:
saúde, trabalhador, doenças, musculoesqueléticas, posturaResumo
As doenças ocupacionais tem sido a causa de muitos afastamentos do trabalho, estando relacionadas com agentes ambientais, físicos, químicos e ergonômicos. Entre esses fatores, a manutenção da postura de sedestação durante a jornada de trabalho parece ter bastante influência sobre as queixas músculo esquelética, bem como o tempo de exercício desse tipo de trabalho. O objetivo deste estudo foi relacionar o tempo de trabalho e a postura de sedestação com as queixas musculoesqueléticas em bancários das instituições públicas e privadas na cidade de Santa Maria-RS. Este é um estudo observacional, transversal e de abordagem quantitativa, em que os sujeitos foram convidados a participar do estudo aprovado pelo CAAE ( protocolo #11158912.8.0000.5220) por meio de contato com os gerentes de cada agência.Após esse contato, os funcionários receberam o questionário elaborado para estudo com identificação sócio-demográfica e de situação laboral. Também foi aplicado o questionário Nórdico de queixas musculoesqueléticas, com a proposta de padronizar a mensuração de relato de sintomas osteomusculares Das dez agências avaliadas, 124 sujeitos responderam ao estudo, sendo 58 de instituições privadas e 66 de instituições públicas. Quanto a postura mais adotada, 71,2% dos bancários do serviço público e 75,9% do serviço privado afirmam adotar apenas a postura de sedestação na maior parte do tempo. O tempo de exercício profissional na área variou entre os bancos públicos (mediana 23, amplitude 7-36 anos) e privados (mediana 7, amplitude 0,66-27 anos, p<0,001). Em relação as queixas musculoesqueléticas também houve diferenças em relação a ordem dos locais mais acometidos por dor. Enquanto nas instituições públicas 72,7% dos trabalhadores relataram sentir cervicalgia, 62,1 % dores nos ombros e 54,5% lombalgia, nas instituições privadas, 36,2% referem lombalgias, 32,9% cervicalgia e 31% dores nos ombros. Assim, podemos observar que os bancários costumam exercer suas funções essencialmente na postura de sedestação. Manter essa postura por tempo prolongado, assim como sentar de maneira inadequada pode gerar algumas desvantagens aos trabalhadores, tais como adoção de posturas compensatórias cervicais e lombares desfavoráveis (hipercifose, hiperlordose). O tempo de trabalho foi maior nos indivíduos das instituições públicas, o que pode ter acarretado também a maior quantidade de sujeitos com queixas de algias. É importante salientar que tempo de exercício profissional também é considerado um fator de risco para doenças ocupacionais. Esta combinação de fatores parece tornar os bancários de instituições públicas mais vulneráveis ao acometimento de agravos a saúde, entre eles os sintomas musculoesqueléticos. Através desse estudo, infere-se que o tempo de trabalho associado a postura prolongada de sedestação são agentes ergonômicos, que podem estar relacionados com as queixas álgicas da coluna em bancários de instituições públicas e privadas da cidade de Santa Maria-RSDownloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Relação Entre Tempo de Trabalho e Postura de Sedestação Sobre Queixas Musculoesqueléticas de Bancários das Instituições Públicas e Privadas da Cidade de Santa Maria-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65681. Acesso em: 22 set. 2026.