Idosos que Sofreram Quedas São Mais Deprimidos?

Autores

  • Pâmela Schopf
  • Angélica Aparecida da Costa Güllich
  • Graziela Morgana Silva Tavares
  • Jacqueline Da Costa Escobar Piccoli

Palavras-chave:

idoso, quedas, limitação, mobilidade, depressão

Resumo

O processo de envelhecimento vem acompanhado por mudanças: biopsicossociais, morfofuncionais, dentre outras, que podem deixar o idoso fragilizado e com maior tendência a quedas. Estas podem levar a perda de autonomia e independência dos idosos que muitas vezes acabam restringindo suas atividades por medo de uma nova queda, incapacidades ou dor, afetando diretamente a qualidade de vida, levando a desenvolverem e/ou aumentar quadros depressivos. Diante do exposto, o estudo tem como objetivo analisar a associação entre quedas e quadros depressivos entre idosos. A amostra foi composta por 23 idosos, sendo 15(65,21%) do sexo feminino e 8(34,78%)do masculino, divididos em dois grupos, Grupo1 composto por 12 idosos que relataram ter sofrido quedas no último ano e o Grupo2 por 11 idosos hígidos. Estes responderam a uma ficha de avaliação com dados de identificação, Escala de Depressão Geriátrica e Histórico de Quedas do Último Ano. A mobilidade e equilíbrio foram avaliados através do Timed Up and Go. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva onde para variáveis categóricas utilizou-se o teste qui quadrado e para as numéricas utilizou-se o teste t de student. Os resultados do estudo evidenciaram que o Grupo1 apresentou idade média de 67± 6,7 anos enquanto o Grupo 2 66± 5,9 anos. Ao serem questionados sobre a ocorrência de depressão no Grupo1, 58,3% relataram sentir-se deprimido já no Grupo2 41,7%. No entanto ao verificar a relação da depressão com o Histórico de Quedas do último Ano e relação entre idadexqueda não foram evidenciadas diferenças significativas (ρ=0,414 e ρ=0,356 respectivamente), porém quando se comparou tempo de execução do Timed entre os grupos com Histórico de quedas foi evidenciada uma diferença estatística significante (ρ=0,049). Percebeu-se pequena variação na incidência de quadros depressivos entre os grupos, o que pode estar associado à vulnerabilidade para problemas de saúde e limitações nas realizações das atividades diárias do que o fator queda. Estudos mostram que a incapacidade e os prejuízos no desempenho das atividades trazidas por ela é um preditor de depressão geriátrica. Verificou-se que o tempo de realização do Timed foi proporcional ao fato de haver sofrido alguma queda, visto que obtiveram baixo desempenho na execução(14,79±6,56seg), indicando positivamente uma associação entre a perda de equilíbrio e o risco de queda. De acordo com os resultados, a média gasta no Grupo1 para realizar o teste indica que há dependência parcial na mobilidade e equilíbrio. Embora o número da amostra seja pequeno os resultados corroboram com estudos anteriores que tiveram uma amostra maior e evidenciaram que idosos com menor tempo na execução do Timed mostraram-se mais independentes e com menor histórico de quedas independente de sentirem-se deprimidos ou não. O presente estudo possui como limitação a não associação de doenças crônicas e fármacos ingeridos que possam ter associado à depressão/quedas.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Idosos que Sofreram Quedas São Mais Deprimidos?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65677. Acesso em: 22 set. 2026.