A Exposição Crônica a Baixas Concentrações De Mercúrio Prejudica a Qualidade dos Espermatozóides e Aumenta o Estresse Oxidativo em Testículo e Epidídimo de Ratos
Palavras-chave:
Sistema, Reprodutor, Toxicidade, MetalResumo
O mercúrio é um poluente ambiental que afeta o sistema reprodutor masculino promovendo disfunções estão relacionadas ao estresse oxidativo em altos níveis de exposição. Nosso estudo tem como objetivo investigar os efeitos da exposição crônica a baixas concentrações de cloreto de mercúrio (HgCl2) sobre biomarcadores de estresse oxidativo e parâmetros espermáticos. Foram utilizados 20 ratos machos Wistar adultos divididos em dois grupos tratados por 30 dias: a) HgCl2 (im) primeira dose de 4,6 µg/kg, e doses subsequentes 0,07 µg/kg/dia b) Controle (solução salina, im). No testículo (T) e epidídimo (E) foram avaliados: atividade da superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT), concentração total de tiol não proteico (NPSH), níveis de peroxidação lipídica e, parâmetros espermáticos (produção diária de espermatozoides, tempo de trânsito espermático pelo epidídimo, contagem, motilidade e morfologia espermática) os resultados foram expressos como média ± EPM e comparados pelo teste t - Student (P˂0,05). A exposição crônica a baixas doses de mercúrio promoveu: aumento da atividade da SOD (T: 18.2±0.8 vs 28.9±1.2 U/mg proteína; E: 10.1±1.6 vs 35.2±1.2 U/mg proteína), redução da atividade da CAT (T: 48.3±1.7 vs 37.7±0.9 U Cat/mg proteína; E: 82.4±5.9 vs 45.2±1.0 UCat/mg proteína), diminuição do NPSH (T: 1042 ± 29.4 vs 900 ± 52.3; E: 213.8 ± 17.3 vs 167.1 ± 11.7 nmol/mg/tecido), aumento dos níveis de malondialdeído no testículo (20.6 ± 1.5 vs 27.8 ± 2.9 nmol/MDA/g/tecido), redução do número de espermatozoides no testículo (136.4 ± 4.9 vs 101.5 ± 4.9 x106) e nas regiões cabeça/corpo (85.2 ± 3.6 vs 66 ± 4.1 x106) e cauda do epidídimo (130.4 ± 6.7 vs 110.7 ± 4.3 x106), diminuição na produção de espermatozoides diários pelo testículo (22.37 ± 0.8 vs 16.64 ± 0.8 x106), redução na motilidade espermática (46% vs 30%) e aumentou o número de espermatozoides com anormalidades morfológicas (94% vs 84%). A exposição crônica a baixas doses de mercúrio promoveu piora da qualidade espermática que está associada ao aumento da peroxidação lipídica e alterações no sistema de defesa antioxidante. Efeitos semelhantes a estes foram observados anteriormente em animais expostos a altas doses de mercúrio. Conclui-se que a exposição crônica a baixas doses de mercúrio, similar à exposição humana prejudica a qualidade espermática e este dano parece estar relacionado ao aumento do estresse oxidativo nos órgãos reprodutores: testículo e epidídimo.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A Exposição Crônica a Baixas Concentrações De Mercúrio Prejudica a Qualidade dos Espermatozóides e Aumenta o Estresse Oxidativo em Testículo e Epidídimo de Ratos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65656. Acesso em: 18 jun. 2026.