Estudo Do Potencial Antioxidante do Extrato Aquoso de Ilex paraguariensis st. Hill (Erva Mate) em Modelo Experimental de Eritrócitos Humanos: IN VITRO

Autores

  • José Portela
  • Deividi Cristian dos Santos Soares
  • Robson Luiz Puntel

Palavras-chave:

Ilex, Paraguaniensis, Stress, Oxidativo, Hemólise

Resumo

A Ilex paraguariensis é uma espécie vegetal, popularmente conhecida como erva mate. Na atualidade é um dos principais produtos agrícolas da região Sul, com grande potencial econômico, social e ecológico. É mais consumida na forma de chimarrão, bebida típica da região. A erva-mate apresenta propriedades estimulantes do sistema nervoso central atribuído ao seu teor de metilxantinas, alcalóides como a cafeína e é também conhecida por conter compostos com propriedades antioxidantes, tais como ácidos fenólicos, taninos e flavonóides. As substâncias antioxidantes atuam capturando os radicais livres, impedindo o estresse oxidativo. Nesse contexto, o estresse oxidativo é definido como sendo um desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio ou nitrogênio, e os mecanismos de defesa antioxidantes. Nessa condição, o excesso dessas espécies reativas pode desenvolver desordens em diferentes biomoléculas, tais como mutação no DNA, oxidação de proteínas e também de lipídicos. Considerando o exposto, o objetivo principal deste trabalho foi verificar os efeitos antioxidantes do extrato aquoso de I. paraguaniensis st hill in vitro, utilizando eritrócitos humanos. A amostra do extrato aquoso de Ilex paraguariensis foi preparado a partir do material vegetal, obtido de fonte comercial, por meio de uma infusão por 10 minutos da planta a 99º C. Onde obteve-se as concentrações 10-100mg/mL. As amostras de sangue obtidas eram de 10 indivíduos voluntários e saudáveis com idade entre 18 35 anos após consentimento informado e aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana. Foram coletados 10 ml de sangue venoso e logo após eram separados por centrifugação onde o plasma obtido era retirado e ressuspendido com mesmo volume de tampão fosfato 6.6 mM ph 7,4, contendo NaCl 150 mM (TFK-salina). As amostras de sangue foram incubadas com terc-butil hidroperoxido t(BHP) (1mM e 4mM) junto com as 3 concentrações do extrato aquoso do vegetal. Avaliou-se a fragilidade osmótica dos eritrócitos humanos a partir de diferentes concentrações de solução salina entre (0-0,9%) e após experimentos foram feitos entre (0,4-0,6%). Com esses resultados foi feita a Análise de Variância (ANOVA). O valor de P < 0,05 foi considerado significativo. Os dados demonstram que a menor concentração do terc-butil hidroperoxido (1 mM) não induz hemólise dos eritrócitos humanos. Entretanto a maior concentração do pró-oxidante (4 mM) induz hemólise total dos eritrócitos a partir da concentração de 0.4% de NaCl. Além disso, nosso dados demonstram que a Ilex paraguaniensis (1-100mg/mL) reduziu significativamente a hemólise induzida pelo t-butil-hidroperóxido (4 mM). Estes resultados mostram que o extrato aquoso de Ilex paraguaniensis não foi capaz de hemolisar os eritrócitos e o mesmo foi capaz de inibir a hemólise induzida pelo t(BHP) . Agradecimento: PBDA,FAPERGS e CNPq

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Estudo Do Potencial Antioxidante do Extrato Aquoso de Ilex paraguariensis st. Hill (Erva Mate) em Modelo Experimental de Eritrócitos Humanos: IN VITRO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65650. Acesso em: 23 set. 2026.