Investigação da Atividade Bioinseticida e Antioxidante do Extrato Hidroalcoólico de Croton campestris em Drosophila melanogaster

Autores

  • Giulianna Macedo
  • Gustavo Felipe da Silva
  • Rafaela Souto Nasi
  • Katiane Raquel Müller
  • Thaís Posser
  • Jeferson Luis Franco

Palavras-chave:

Croton, Campestris, Drosophila, melanogaster, bioinseticida, antioxidantes

Resumo

O Brasil possui aproximadamente 10 % das espécies vegetais existentes no planeta, entretanto apenas 5,8 % das patentes registradas relacionadas especificamente a plantas nativas brasileiras são registradas por brasileiros. Este fato enfatiza a necessidade de pesquisas focadas no estudo de produtos naturais. A planta Croton campestris A. St.-Hil. (Euphorbiaceae) (pop. Velame do campo) ocorre principalmente nas regiões sudeste e nordeste do país; sendo utilizada popularmente para diversos fins terapêuticos, como no tratamento de doenças inflamatórias, parasitárias, venéreas, entre outras. Estudos in vitro apontam atividade antibacteriana do extrato de C. campestris e atividade bactericida do óleo essencial do mesmo. Considerando o amplo espectro de ações biológicas descritas para o C. campestris, o presente estudo teve por objetivo investigar o possível potencial inseticida do extrato hidroalcoólico de folhas de C. campestris na mosca da fruta Drosophila melanogaster bem como seu efeito antioxidante frente à peroxidação lipídica induzida por Ferro/EDTA. Para este estudo, moscas adultas foram tratadas com soluções de sacarose 1% na presença ou ausência de 0,1, 1, 10 e 50mg/mL do extrato de C. campestris sobre papel filtro por até 7 dias. Findado 3 dias de tratamento investigou-se a atividade locomotora das moscas através do teste de Geotaxia Negativa. Em paralelo, investigou-se a possível ação antioxidante do extrato frente à peroxidação lipídica induzida por Ferro/EDTA em cérebro bovino através do teste de TBARS. Para tabelagem e análise de dados utilizou-se o programa GraphPad Prisma 5.0. Para análise estatística dos resultados utilizou-se os programas uma-ou-duas vias ANOVA seguido do teste post hoc Tukeys. Considerou-se diferença significativa entre os grupos quando p<0,05. Os resultados obtidos demonstram significativo aumento da mortalidade das moscas na concentração de 50 mg/mL após 5 dias de tratamento, e déficit locomotor após 72 h de tratamento. O extrato não apresentou efeito protetor contra a indução de peroxidação lipídica induzida por Fe/EDTA. Com base nestes resultados, verificou-se o efeito inseticida in vivo do extrato hidroalcoólico de C. campestris no modelo de D. melanogaster, e o extrato não apresentou efeito antioxidante in vitro frente ao insulto causado por Fe/EDTA em tecido cerebral. Nossos dados atentam para o potencial biotecnológico das plantas brasileiras. Atualmente o uso de compostos vegetais na produção de bioinseticidas, representa uma alternativa para a eliminação de pragas na agricultura, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, e para a saúde da população mundial. Entretanto, mais estudos são necessários com vista a avaliar os mecanismos bioquímicos envolvidos na toxicidade deste extrato e componentes químicos responsáveis por este efeito. Agência Financiadora: CNPq, Fapergs.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Investigação da Atividade Bioinseticida e Antioxidante do Extrato Hidroalcoólico de Croton campestris em Drosophila melanogaster. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65637. Acesso em: 22 set. 2026.