Screening de Compostos Selenotriazóis em Caenorhabdits elegans

Autores

  • Ana Soares
  • Willian Goulart Salgueiro
  • Maurício Jacques
  • Daniela Câmara
  • Daiana Silva de Ávila

Palavras-chave:

Caenorhabdits, elegans, selenotriazóis, compostos, orgânicos, farmacologia, toxicologia

Resumo

Diversos compostos orgânicos têm sido bem documentados como agentes promissores, possuindo efeitos farmacológicos contra uma série de doenças. A utilização do nematóide Caenorhabditis elegans como um modelo experimental demonstra ser uma ferramenta útil na farmacologia e toxicologia pelo elevado grau de homologia com o genoma humano, além de ser facilmente manipulado. O objetivo do estudo foi examinar os efeitos de uma nova série de selenotriazóis inéditos em C. elegans. Os vermes foram tratados e mantidos a 20 ° C em placas de petri com NGM e E. coli OP50 como fonte de alimento. Todos os tratamentos foram tratados na primeira fase larval (L1), os quais foram expostos aos compostos durante 30 minutos em concentrações que variaram de 1μM a 1000μM. O paraquat, um pesticida conhecido pelo seu potencial pró-oxidante, foi utilizado como um agente tóxico (1mM) no protocolo de proteção. Foi determinada a DL50 e os níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO), utilizando diclorofluoresceína, um marcador fluoresecente de ERO. Foi realizado ANOVA de uma via para comparar os grupos e um p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo. A DL50 estimada variou de 20¼;M a 1700¼;M e alguns dos compostos, aumentaram a formação de ROS per se em C. elegans. Os selenotriazóis contendo cloro na sua estrutura foram mais tóxicos do que os outros compostos. Os selenotriazóis que não possuem cloro na sua estrutura aumentaram a sobrevivência dos vermes e diminuíram os níveis de espécies reativas induzido pelo paraquat. Vários compostos orgânicos têm propriedades farmacológicas, no entanto, eles podem exibir propriedades tóxicas, dependendo da estrutura, da dose e via de administração. Assim, essas triagens em animais simples tornam-se muito relevantes antes de estudos com mamíferos. Este estudo está em andamento, a relação estrutura-atividade desses compostos utilizando C. elegans irá ajudar a compreender o mecanismo de suas atividades farmacológicas. Em resumo, nossos resultados demonstram que a inserção de um cloro na estrutura de selenotriazóis aumenta a sua toxicidade e reduz o seu potencial farmacológico.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Screening de Compostos Selenotriazóis em Caenorhabdits elegans. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65636. Acesso em: 22 set. 2026.