Avaliação de parâmetros oxidativos em Drosophila melanogaster expostas a ferro e paraquat

Autores

  • Claudia Gularte
  • Tatiana Tamborena
  • Robson Luiz Puntel
  • Vanderlei Folmer

Palavras-chave:

glutationa, espécies, reativas, estresse, oxidativo

Resumo

As doenças neurodegenerativas tem sido alvo de grande número de pesquisas. Entre elas, a doença de Parkinson (DP), que aflige 1-2% da população acima de 60 anos. A etiologia da DP permanece desconhecida, embora se reconheça que o aumento de radicais livres, danos mitocondriais e estresse oxidativo desempenham importante papel no dano neuronal atribuído a DP. Evidências sugerem que fatores ambientais também são determinantes no desenvolvimento da DP, como a exposição a metais pesados e pesticidas, como o paraquat. É bastante reconhecido no meio científico o uso do modelo experimental da Drosophila melanogaster (mosca-da-fruta) para o estudo de doenças neurodegenerativas. Tendo em vista o exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar alguns parâmetros bioquímicos relacionados ao estresse oxidativo no modelo de Drosophila melanogaster expostas ao ferro e ao paraquat. Foram avaliados os níveis de glutationa reduzida (GSH), glutationa oxidada (GSSG) e de espécies reativas ao oxigênio (EROs) por meio de análises de fluorescência amplamente referenciadas na literatura. Os dados foram avaliados estatisticamente por análise de variância (ANOVA) de duas vias seguida por post test de Bonferroni. Os dados foram considerados significativos quando p<0.05. O tratamento foi realizado com quatro grupos de 50 moscas cada durante sete dias. Os grupos foram tratados como segue: 1) grupo controle; 2) grupo tratado com 15mM de FeSO4, 3) grupo tratado com 50mM de paraquat e 4) grupo tratado com 15mM de FeSO4 associado a 50mM de paraquat. O tratamento foi administrado no meio de cultura padrão de farinha de milho. Após os sete dias de tratamento, as moscas foram anestesiadas no gelo, cabeça e corpo separados e homogeneizados em tampão para as posteriores análises. Os resultados mostraram diminuição significativa nos níveis de GSH no corpo das moscas tratadas com ferro e com ferro associado ao paraquat. O grupo tratado apenas com o paraquat também apresentou uma forte tendência a diminuir seus níveis de GSH, porém sem significância estatística. Os níveis de GSSG das amostras do corpo não apresentaram alterações significativas, embora a razão GSH/GSSG apresente diminuição em todos os grupos tratados, indicando que, ao menos em parte a GSH está sendo oxidada no processo. Observou-se uma tendência ao aumento nos níveis de EROs no corpo das moscas, porém, sem diferenças significativas. Atribui-se a diminuição dos níveis de GSH ao aumento nos níveis de EROs, indicando que a GSH pode estar sendo consumida para amenizar o estresse gerado por tais espécies. Os níveis não alterados de GSH, GSSG e EROs na cabeça das moscas pode indicar que os mecanismos de proteção deste órgão são mais eficientes em função a evitar danos oxidativos nas células nervosas. Tendo em vista os dados apresentados, pode-se inferir que o dano oxidativo causado por agentes oxidativos não apresentam dano neuronal em primeira etapa, fazendo-se necessários estudos de exposição mais prolongados.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação de parâmetros oxidativos em Drosophila melanogaster expostas a ferro e paraquat. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65627. Acesso em: 22 set. 2026.