Avaliação do efeito protetor do extrato de Manjericão (Ocimum basilicum L.) no dano oxidativo em culturas de leucócitos humanos causados pelo Peróxido de Hidrogênio
Palavras-chave:
manjericão, carbonilação, proteínas, peroxidação, lipídicaResumo
O Manjericão é uma planta originária da Ásia, mas foi amplamente difundida e é cultivada em todo o mundo como planta ornamental e condimento em várias preparações. Já foram identificados para esta planta diversos metabólitos, sendo flavonóides, terpenos e polifenóis os mais encontrados, e, devido a isso é usada popularmente como antioxidante e antiinflamatório. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos protetores do extrato hidroalcoólico do Manjericão quanto a danos oxidativos causados pelo peróxido de hidrogênio, através das técnicas de carbonilação de proteínas e peroxidação lipídica. Para isto, as culturas de leucócitos humanos (divididas em seis grupos) foram colocadas em contato com o extrato hidroalcoólico do Manjericão e peróxido de hidrogênio (100μM) durante o tempo de crescimento de 72 horas. As concentrações das amostras foram baseados em estudos prévios que mostraram uma DL50 do extrato no valor de 35µg/mL. Os grupos foram divididos em CN (apenas tampão PBS 7,2), CP (apenas H2O2 100µM), Ácido Rosmarínico 35µg/mL, e Extratos na concentração DL50, DL50/10 e DL50/100. Com exceção do grupo CN, todos os demais receberam também H2O2 100µM. Estes grupos foram assim divididos buscando avaliar uma concentração que seja eficaz e apresente uma baixa toxicidade. Todos os resultados foram analisados estatisticamente por ANOVA seguido pelo post hoc de Bonferroni (p <0,05). Para o teste de carbonilação de proteínas as culturas que receberam o extrato junto com o peróxido mostraram resultados melhores que o controle positivo, tendo o grupo que recebeu além do extrato, também o Ácido Rosmarínico apresentado um resultado de 2,69±9,13% que foi muito semelhante ao controle negativo (2,37±9,32%); para o teste de TBARS, o grupo que recebeu o extrato na concentração DL50/100 apresentou resultado melhor que o do Controle Negativo, 5,37±9,19% e 2,329±4,12% respectivamente. Atualmente sabe-se que a oxidação de lipídios de membrana bem como a modificação das proteínas induzidas pelo estresse oxidativo pode ser o causador de diversos efeitos biológicos deletérios no nosso organismo. Os resultados apresentados pelo trabalho mostram que o extrato de Manjericão foi eficaz na proteção das células, sendo um potente antioxidante, o que corrobora com estudos realizados anteriormente, tornando a planta um potencial adjuvante no tratamento de diversas doenças que tem origem no estresse oxidativo.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação do efeito protetor do extrato de Manjericão (Ocimum basilicum L.) no dano oxidativo em culturas de leucócitos humanos causados pelo Peróxido de Hidrogênio. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65624. Acesso em: 22 set. 2026.