Fungos Isolados da Rizosfera de Colobanthus quitensis (Kunth) Bartl Provenientes das Áreas de Degelo da Antártica.

Autores

  • Bruna Santarem
  • Bruna Sanatrem
  • Antônio Batista Pereira
  • Graciele Cunha Alves
  • Filipe de Carvalho Victoria
  • Margeli Pereira de Albuquerque

Palavras-chave:

Fungos, Antártica, Crescimento, Morfologia, Fisiologia

Resumo

O continente Antártico oferece climas extremos, constitui um dos mais severos ambientes da terra, sendo as baixas temperaturas, alta incidência de radiação ultravioleta, fortes ventos e baixa disponibilidade de água, fatores considerados limitantes para a vida animal e vegetal. Este ambiente é frequentemente citado como o último continente primitivo da Terra. No entanto, esta visão é enganadora, devido principalmente pelo rápido aumento no número de visitantes, maior número de pesquisadores nas estações de pesquisa e seus arredores, bem como em locais de interesse turístico (por exemplo, locais históricos e concentrações de megafauna). Embora sejam feitos esforços substanciais para evitar a perturbação física e contaminação por resíduos de origem antrópica nesses locais, pouco tem sido feito para prevenir a introdução de espécies exóticas invasoras. Novas espécies de fungos vêm sendo descritas em amostras trazidas da Antártica, no entanto, os mecanismos fisiológicos e ecológicos de fungos resistentes ao frio não são totalmente compreendidos, podendo assim, ser um risco para a microbiota local. O presente estudo tem como propósito desenvolver um protocolo de cultivo, analisar a morfologia e fisiologia, de fungos isolados de amostras da rizosfera de Colobanthus quitensis (Kunth) Bath, uma das duas espécies de angiospermas nativas da Antártica, a fim de investigar se esses fungos são autóctones ou se foram introduzidos pela atividade humana. Para tanto foram realizadas coletas durante Expedição Antártica Brasileira XXXI (2012-2013), de amostras de raízes de C. quitensis que cresciam nas áreas de degelo da Ilha Rei George, situada na Antártica Marítima. Inóculos de 9 mm de diâmetro, obtidos a partir da amostra de raízes e preservados em água destilada foram empregados para o teste de isolamento fungos. Para ativação do micélio os inóculos foram dispostos em placas de Petri em dois diferentes meios de cultivo BDA (batata-dextrose-ágar) e Sabouraud ambos meios com pH 4 e mantidos em BOD à temperatura de ± 26º C, na ausência de luz. O tempo necessário para o experimento foi aquele necessário para que o micélio de cada tratamento em pelo menos uma das placas atingisse a borda da mesma. Dessa forma após 48h de incubação foi possível observar a ativação do micélio em meio BDA e somente após 120h em meio Sabouraud. Até o momento foi identificado um isolado que se aproxima de Geomyces destructans Blehert & Gargas, anamófico de um ascomiceto psicrófilo ubiquo em solos criogênicos. Geomyces pannorum (Link) Sigler & J.W. Carmich é reportado na literatura como um fungo endofítico comum na rizosfera de C. quitensis, mas este se confunde com G. destructans e análises moleculares são necessárias para a distinção destes taxa. Os resultados deste experimento demonstram que o meio de cultivo BDA é favorável para o crescimento micelial de fungos endofíticos da Antártica.Trabalho financiado INCT-APA/CNPq/FAPRGS.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Fungos Isolados da Rizosfera de Colobanthus quitensis (Kunth) Bartl Provenientes das Áreas de Degelo da Antártica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65620. Acesso em: 22 set. 2026.