Emissão de Metano e Óxido Nitroso em Área de Várzea Cultivada com Soja na Safra 2012/2013
Palavras-chave:
efeito-estufa, aquecimento, global, mitigaçãoResumo
Nos últimos anos no Rio Grande do Sul as áreas de várzeas estão sendo cultivadas com soja num sistema de rotação com o arroz. A introdução desta cultura na várzea pode modificar a dinâmica dos fluxos de óxido nitroso (N2O) e metano (CH4) em comparação ao cultivo tradicional dessas áreas com arroz, visto que com uma cultura de sequeiro há modificação no regime hídrico do solo de várzea em comparação a uma lavoura de arroz alagada, sendo este determinante nas emissões destes dois gases. A presente pesquisa teve como objetivo avaliar o efeito do cultivo de soja em várzea nos fluxos dos gases de efeito estufa N2O e CH4 em comparação ao cultivo em área de coxilha e área de várzea não cultivada. Esta foi realizada em três locais dentro de uma propriedade rural no município de São Gabriel: área de várzea cultivada com soja, área de coxilha cultivada com soja e área não cultivada localizada dentro de uma área de preservação permanente (APP). O período de avaliação correspondeu ao período de cultivo da soja na safra 2012/2013, sendo feitas 12 amostragens de ar no período de novembro de 2012 a maio de 2013. As amostras de ar para análise do N2O e CH4 foram coletadas utilizando sistemas de câmara estática fechada e a concentração do gás foi analisada por cromatografia gasosa. A temperatura e a umidade do solo, assim como a temperatura dentro da câmara, e os teores de amônio e nitrato foram monitorados durante o período de avaliação. As emissões de metano no período de estudo variaram de -43,71 a 10,68 g C ha-1 dia-1. Entretanto, a maioria das emissões diárias esteve próxima ao valor de zero. Na várzea houve um efluxo de metano no período total de avaliação de 32, 68 g de C ha-1. Já nos tratamentos coxilha e APP ocorreram influxos de metano de 2633,86 e 131,56 g de C ha-1, respectivamente. Em relação às emissões de N2O no período de avaliação estas variaram de -7,97 a 561,17 g N ha-1 dia-1, sendo os maiores valores diários obtidos na área de várzea no período de janeiro a fevereiro de 2013. A maior emissão acumulada de N2O ocorreu na área de várzea com 24,87 kg N ha-1 no período de avaliação, seguida da área de coxilha com 2,37 kg N ha-1 e da APP com 1,39 kg N ha-1. Conclui-se que o plantio de soja em várzea em comparação ao de coxilha e a de áreas sob preservação permanente aumenta as emissões de óxido nitroso.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Emissão de Metano e Óxido Nitroso em Área de Várzea Cultivada com Soja na Safra 2012/2013. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65606. Acesso em: 22 set. 2026.