Produtividade de grãos de soja submetida a excesso hídrico no estádio de floração plena
Palavras-chave:
Glycine, max, hipoxia, componentes, rendimentoResumo
A cultura da soja é a principal leguminosa cultivada possuindo a maior área de cultivo entre as commodities. A região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul é caracterizada por solos hidromórficos onde predomina o cultivo do arroz irrigado. Uma alternativa para rotação de culturas é a utilização da soja, o que pode contribuir para a diversificação das culturas e controle de plantas daninhas. Porém, com frequência a soja é submetida a excesso hídrico nas condições de edafoclimáticas da Fronteira Oeste do Estado. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade de grãos de soja sob diferentes durações de excesso hídrico. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, utilizando a cultivar BMX Potência RR com 6 tratamentos e 5 repetições constituídas de vasos de 7,5 L (6 L solo vaso-1), os 6 tratamentos de excesso hídrico foram de 0, 2, 4, 8, 16 e 32 dias de alagamento, no estádio de floração plena (R2). O excesso hídrico foi realizado por meio da aplicação de água até formar uma lâmina de 2 cm sobre a superfície do solo. Após o período de aplicação do excesso hídrico os vasos foram perfurados para drenagem do excesso de água. A semeadura da soja cultivar BMX Potência RR foi realizada dia 10/01/2013, com 8 sementes vaso-1, na profundidade de 4 cm. A adubação foi realizada com 330 kg ha-1 de P, na forma de superfosfato triplo e, 375 kg ha-1 de K na forma de cloreto de potássio, correspondendo a 5 vezes a recomendação de campo, a qual foi triturada em moinho tipo willey e homogeneizada em todo solo do vaso. Aos 14 dias após a semeadura foi realizado o desbaste, deixando duas plantas por vaso. Os vasos foram irrigados diariamente e foram realizados dois rodízios semanais dos vasos. Na colheita foi avaliada a produtividade de grãos planta-1. Os resultados foram submetidos à análise de variância utilizando o teste F e, quando significativo foram ajustadas equações de regressão. A produtividade diminuiu gradativamente com o aumento no número de dias de alagamento, no estádio R2. Isto se deve ao alagamento do solo diminuir a quantidade de O2 no solo provocando queda imediata na respiração das raízes das plantas, diminuindo a nodulação e fixação simbiótica de N em soja, a absorção de N e outros minerais, efeitos estes causados pela baixa translocação de água e fotoassimilados na planta estressada. De acordo com os resultados deste trabalho a redução da produtividade de grãos de soja foi de 41%, no estádio R2, após 32 dias de excesso hídrico, no início do enchimento de grãos, quando a planta tem maior demanda de água e nutrientes.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Produtividade de grãos de soja submetida a excesso hídrico no estádio de floração plena. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65591. Acesso em: 22 set. 2026.