Quantificação de Serapilheira Acumulada em Floresta Nativa na Região da Depressão Central, RS
Palavras-chave:
Produção, mensal, Floresta, Estacional, Decidual, Ciclagem, nutrientesResumo
A serapilheira é de grande valia na dinâmica de uma floresta, funcionando como um importante indicador de entradas e saídas de nutrientes e matéria orgânica do sistema florestal e forma a camada mais superficial do solo em ambientes florestais sendo composta por folhas, ramos, órgãos reprodutivos e detritos. Quando acumulada na superfície do solo, contribui para a interceptação das gotas de chuva, diminuindo os efeitos erosivos das mesmas. Sua produção e acumulação relaciona-se diretamente com a quantidade de nutrientes que retornam ao solo devido a isso se constitui como um importante processo de ciclagem de nutrientes, que é fundamental para a manutenção das florestas. Este trabalho objetivou quantificar a produção mensal de serapilheira em um fragmento de floresta nativa na cidade de São Sepé, RS durante os meses de maio e junho de 2013. Para isso, demarcaram-se no interior da floresta cinco parcelas permanentes fixas de dimensões 15 m x 20 m. Em cada parcela, retirou-se toda a serapilheira depositada sobre o solo de 15 pontos amostrais de tamanho 0,25m x 0,25, de forma completamente casual. As amostras de serapilheira foram inicialmente acondicionadas em sacos plásticos devidamente identificados. Então, realizou-se a separação das amostras em suas frações: folhas, galhos e resíduos. Em seguida, as amostras foram secas em estufa com temperatura constante de 60º C por 48 horas e posteriormente, pesadas em mesmas em balança digital (precisão 0,01g) e convertido para Mg.ha-1. Com base nos pesos de matéria seca de cada fração, realizou-se a análise de variância entre as épocas de coleta conforme o delineamento inteiramente casualizado e suas médias comparação pelo com o teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. A quantidade média de serapilheira acumulada no mês de maio e junho foram de, respectivamente, foi de 7896,4 e 8978,0 Mg.ha-1, este maior aporte pode ser justificado pela diferente sazonalidade do mês de junho. Esta quantidade de serapilheira não apresenta grande discrepância de valores encontrados em um estudo em uma Floresta Estacional Decidual com diferentes estágios de sucessão. A serapilheira fracionada foi constituída de 2089,4 e 2463,2 Mg.ha-1 de folhas constituindo aproximadamente 26,98% do total; 1855,8 e 1982,8 Mg.ha-1 de galhos (22,75 %); 3951,2 e 4532,0 Mg.ha-1 de resíduos ( 50,25%). Mesmo com estas diferenças entre as médias, a análise da variância executada não indicou diferença significativa de produção das frações entre os meses avaliados. Isso se justifica por apresentar poucos graus de liberdade do erro (apenas oito) ainda por se tratar de um estudo não concluído, assim como a elevada variação natural da produção de serapilheira existentes dentro da floresta, devida a ondulações no relevo, constituição do solo, taxa de decomposição, composição de espécies e porte das árvores que compuseram as parcelas, refletidos pelos elevados CV de 39,51%, 50,29 e 38,95% para as frações folhas, galhos e resíduos, respectivamente.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Quantificação de Serapilheira Acumulada em Floresta Nativa na Região da Depressão Central, RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65586. Acesso em: 22 set. 2026.