Fluxos de Metano e Óxido Nitroso em Solo Sob Plantio de Eucalipto no Município de Cacequi, RS.
Palavras-chave:
Florestamento, gases, efeito, estufa, mitigaçãoResumo
A implantação da silvicultura no Pampa gaúcho tem acontecido de forma intensa nos últimos anos, principalmente através do cultivo de eucalipto. Deste modo, o cultivo de florestas tem sido apontado como meio eficiente no sequestro de carbono, em razão da sua acumulação na madeira e demais componentes da planta, além do aumento do estoque no solo. Porém, pouco se sabe a respeito de como a silvicultura influencia nos fluxos dos gases de efeito estufa no solo, como o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), que são afetados pelo tipo de uso do solo e seu respectivo manejo. O estudo objetivou avaliar os efeitos da implantação do eucalipto nos fluxos de metano e óxido nitroso em solo sob campo nativo. O estudo foi realizado na área da empresa florestal Granflor, no município de Cacequi, RS, em um Argissolo de textura arenosa. Durante oito meses (dezembro de 2012 a agosto de 2013), foram realizadas coletas mensais de ar para determinação dos fluxos de CH4 e N2O, além do monitoramento da temperatura do ar da câmara e do solo, umidade gravimétrica e teor de NH4+ e NO3- do solo, nas áreas de eucalipto (com dois e quatro anos), mata e campo nativos. A amostragem de ar foi realizada a partir de câmaras estáticas com três repetições, em delineamento inteiramente casualizado, e a quantificação do CH4 e N2O foi feita por cromatografia gasosa. Os resultados foram avaliados através de análise de variância e teste de Tukey (P<0.10). O efeito dos tratamentos foi significativo nos fluxos de CH4 e N2O em duas e uma coletas das sete realizadas. Os fluxos de CH4 variaram entre -63,10 e 71,69 ¼;g m-2 h-1, de modo que houve o predomínio de eventos de absorção ao invés de emissão pelo solo, e, as maiores taxas de emissão foram verificadas quando houve aumento dos teores de água no solo e N mineral. Os fluxos de N2O em geral foram relativamente baixos e apresentaram relação com os eventos de precipitação, de modo que os picos de emissão (máximo de 24,3 µg N2O m-2 h-1) aconteceram após estes eventos. Considerando as emissões acumuladas, os tratamentos não apresentaram efeito significativo entre si. A área de campo nativo caracterizou-se por apresentar as maiores e menores taxas de absorção e emissão de metano e óxido nitroso. Em relação aos gases avaliados, as áreas de plantio florestal foram promissoras em mitigá-los, de modo que a área de eucalipto com quatro anos de idade apresentou tendência de maior absorção de metano quando comparada à área de mata nativa. Em relação ao óxido nitroso, a área de eucalipto com quatro anos permaneceu em terceiro lugar, depois do campo e mata nativos. A implantação do eucalipto em campo nativo na região do Pampa gaúcho não alterou significativamente os fluxos de metano e óxido nitroso no solo, e, não foi observado efeito significativo da idade dos povoamentos de eucalipto nos fluxos de CH4 e N2O.Agradecimentos: Os autores ao CNPq, FAPERGS e à UNIPAMPA pelo apoio financeiro e bolsas concedidas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Fluxos de Metano e Óxido Nitroso em Solo Sob Plantio de Eucalipto no Município de Cacequi, RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65580. Acesso em: 22 set. 2026.