Efeito do Antioxidante Sobre a Conversão Alimentar Aparente de Alevinos de Jundiá Rhamdia Quelen.

Autores

  • Lucas Silveira
  • Bianca Leticia Richter
  • Stéfani Fabiele Mendes dos Santos
  • Karla Micky Tsuji
  • Paulo Rodinei Soares Lopes
  • Eduardo Brum Schewngber

Palavras-chave:

Antioxidante, Alevino, Rhamdia, Dieta, Desempenho

Resumo

O jundiá Rhamdia quelen é encontrado desde o centro da Argentina até o sul do México, e seu cultivo está aumentando no sul do Brasil. O Jundiá é uma espécie nativa de grande rusticidade adaptada a diferentes sistemas de produção e com boa aceitação do mercado consumidor. O desenvolvimento eficiente e saudável dos animais em piscicultura passa, obrigatoriamente, pelo fornecimento de uma dieta, especialmente uma ração artificial, capaz de satisfazer as necessidades básicas de crescimento. Esta deve conter as concentrações próximas do ideal de seus diversos componentes e utilizar uma tecnologia adequada na preparação. Em cativeiro, a situação de estresse comportamental está constantemente presente pelo manejo, altas taxas de estocagem e modificações dos parâmetros de qualidade da água. No entanto, estes danos podem ser minimizados por uma nutrição adequada, tendo em vista que cada espécie possui características nutricionais. O Economase® é um antioxidante mineral à base de selênio, que por sua vez é um mineral constituinte de selenoproteínas que contêm um ou mais resíduos de selenocisteína em seus sítios ativos. O selênio desempenha funções biológicas importantes e é constituinte de enzimas, como a glutationa peroxidase, que está entre as principais enzimas responsáveis pelo sistema antioxidante do organismo e que participa da primeira defesa endógena da neutralização de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs). O objetivo foi avaliar a conversão alimentar da espécie R. quelen com inclusão de diferentes concentrações de Economase® na ração fornecida. O experimento foi realizado no Laboratório de Piscicultura e Aquicultura no campus Dom Pedrito da Universidade Federal do Pampa. Foram utilizados 150 alevinos, que foram divididos em 15 unidades experimentais, com 5 tratamentos e 3 repetições, e em cada unidade foram utilizados 10 alevinos, as unidades foram compostas por caixas d'água de polipropileno com capacidade de 56,1 litros, abastecidos com 40 litros de água, num sistema de circulação fechado termo-regulado, acoplado a um biofiltro de fibra com as seguintes dimensões 0,5m x 0,5m x 2m. Os tratamentos foram divididos de acordo com as diferentes concentrações de Economase® utilizada na ração fornecida, onde foram denominados: T1 Grupo controle (sem economase), T2 com 150g/t, T3 com 300g/t, T4 com 450g/t, e T5 - com 600g/t, com três repetições cada tratamento. A alimentação foi ofertada diariamente duas vezes por dia (às 9 e 16 h) na quantidade de 3% da biomassa total de cada tanque. Os resultados observados para conversão alimentar aparente apresentou diferença significativa (P<0,05). O tratamento com 300g/t (1,09±0,11) apresentou melhor desempenho em relação aos demais tratamentos (controle (2,24±0,32); 150g/t (1,41±0,13); 450g/t (1,23±0,21) e 600g/t (1,63±0,25)). Portanto podemos concluir que a utilização de Economase® na ração para alevinos de jundiá melhora os índices de conversão alimentar aparente.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Efeito do Antioxidante Sobre a Conversão Alimentar Aparente de Alevinos de Jundiá Rhamdia Quelen. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65566. Acesso em: 22 set. 2026.