Introdução do Gene Booroola em Rebanho Misto de Ovinos Corriedale e Sufolk Dados Preliminares

Autores

  • Amílcar Matos
  • Alexandre Dantas Pinto Brose
  • Gladis Ferreira Corrêa

Palavras-chave:

genética, -, prolificidade, gemelaridade

Resumo

A prolificidade dos ovinos, isto é o número de cordeiros nascidos por parto, é determinada principalmente pelo número de ovulações que ocorrem a cada cio. Nos ovinos a taxa de ovulação é afetada pela idade da ovelha, condição corporal e nível de alimentação e determinada pela ação de diversos genes. Entre estes genes, alguns têm grande efeito sobre esta característica chegando inclusive a duplicar número de ovulações devido a presença de apenas uma cópia, como é o caso das ovelhas Booroola. Os ovinos Booroola possuem uma versão diferente (alelo) do gene do receptor para proteínas morfogenéticas de osso que foi denominado de Booroola (B) e difere da versão normal (N) em só um aminoácido. Esta diferença faz com que ocorra alteração na função desta proteína, causando aumento no número de ovulações por ciclo. Este trabalho tem o objetivo de avaliar a prolificidade de um rebanho misto de ovinos Corriedale e Sufolk criados no município de Bagé (RS), através da introdução do Gen Booroola, como ferramenta de melhoramento genético. Foram selecionadas 60 ovelhas, sendo 11 borregas dente de leite, 10 com 2 dentes, 15 de 4 dentes e o restante com 6 ou 8 dentes, sendo que essas ovelhas não são PO (pura origem), 80% dessas serão Corriedale e as outras 20% são Suffolk. Previamente ao acasalamento foi feita a avaliação da condição corporal através de palpação da região lombar, atribuindo-se índices subjetivos de 1 a 5 (1 = excessivamente magra; 5 = excessivamente gorda). Para o acasalamento foi introduzido um carneiro com gene booroola homozigoto. O sistema de acasalamento utilizado foi o de monta controlada, a partir dos primeiros dias de março. A identificação das ovelhas que estavam em cio e que foram cobertas auxiliará na programação das demais etapas de manejo, como a formação de grupo de parição homogêneo e o planejamento nutricional eficiente. Foi usado o sistema de identificação, efeito macho, com a utilização de uma mistura de pó xadrez e óleo de soja diretamente no peito do carneiro reprodutor. As ovelhas ao serem cobertas ficaram com a anca marcada, as quais puderam ser identificadas pela cor no período que estiveram em cio. O emprego de rodízio de cores, foi efetuado a cada 15 dias, o que permitiu determinar quando foi feita a cobertura e se houve retorno ao cio. Do 1º ao 15º dia foi usada a cor amarela; do 16º ao 30º a cor azul; do 31º ao 45º cor vermelho; mais de 45 dias, a cor preta. A parição foi feita em área apropriada, com cobertura e abrigo do frio, sem que saíssem do seu habitat natural. Como próximo passo do trabalho, será feito exame de sangue para identificar qual o alelo que o cordeiro é portador, sendo estes tatuados na virilha e será realizado pela EMBRAPA CPPSul Bagé. Espera-se, com a introdução destas práticas de manejo, obter um incremento na prolificidade do rebanho.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Introdução do Gene Booroola em Rebanho Misto de Ovinos Corriedale e Sufolk – Dados Preliminares. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65565. Acesso em: 23 set. 2026.