Avaliação das Concentrações de Triglicerídeos e de Ácido Úrico em Cavalos Crioulos de Rodeio Dados Preliminares
Palavras-chave:
Alterações, exercício, adaptaçãoResumo
O Cavalo Crioulo é a principal raça utilizada nos rodeios de laço no Rio Grande do Sul. A prova a que estes cavalos são submetidos, tem grande importância cultural e econômica, e consiste em laçar um bovino numa distância média de 100 metros em altas velocidades, carregando uma carga superior a 27% do seu peso. O objetivo deste resumo é apresentar alguns dados parciais de alterações bioquímicas e oxidativas de equinos crioulos submetidos a provas de laço. Foram avaliados seis animais, três machos e três fêmeas, com idade média de 6,1 anos, inscritos no registro genealógico da ABCCC. Amostras de sangue foram coletadas para determinação de triglicerídeo e ácido úrico (ambos através do soro) em cinco tempos: T0 (24 horas pré-rodeio), T1 (10-20 minutos pré-exercício), T2 (após em média cinco corridas), T3 (pós-exercício pós 15 corridas) e T4 (24 horas pós-rodeio). Para análise estatística realizou-se análise de variância (ANOVA) e teste Tukey, considerando-se significativo o P<0,05. Em análises prévias a elevação do hematócrito e da hemoglobina demonstraram um aumento na capacidade de transporte de oxigênio, e a proteína plasmática não sofreu alterações, caracterizando baixas perdas de líquidos e eletrólitos. A inexistência de alterações nesses parâmetros sugere adaptação dos animais à carga de exercício a que são submetidos. Os aumentos de AST e CK avaliados anteriormente nesses mesmos animais demonstraram grande esforço muscular das cinco primeiras corridas até o final do rodeio (pós 15 corridas). Nesta análise, as concentrações de triglicerídeos não se alteraram, demonstrando que não ocorreu balanço energético negativo, que é possível em equinos durante exercício intenso. Porém aumentos significativos (pd;0,05) do ácido úrico ocorreram em T2 e T3, demonstrando uma reação primária de defesa antioxidante contra a produção de espécies reativas ao oxigênio (ROS) no momento de exercício intenso. Período este, onde ocorreu um maior esforço muscular demonstrado pelos aumentos de AST e CK, avaliados anteriormente. O ácido úrico também voltou ao normal em T4, ou seja, as alterações bioquímicas e oxidativas são recuperadas em 24 horas pós-exercício. O exercício realizado pelos cavalos crioulos em rodeios de laço provoca importantes alterações bioquímicas e antioxidantes decorrentes do esforço físico de alta intensidade, do terço inicial da prova até o final, que retornam a níveis normais com 24 horas de repouso. Os animais analisados até o momento demonstram adaptação ao exercício que realizam.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Avaliação das Concentrações de Triglicerídeos e de Ácido Úrico em Cavalos Crioulos de Rodeio Dados Preliminares. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65537. Acesso em: 22 set. 2026.