Avaliação do Potencial Antibacteriano de Extratos dos Fungos L. edodes e Agaricus subrufescens

Autores

  • Lilianne Braga
  • Cleber Klasener da Silva
  • Carina Molins Borba
  • Luiza Cardona Tarouco
  • Caroline Costa Moraes
  • Ana Paula Manera

Palavras-chave:

Cogumelos, Antimicrobianos, Agaricus, subrufescens, Lentinula, edodes

Resumo

No decorrer das últimas três décadas pesquisadores vêm testando e comprovando o potencial antimicrobiano de diversas espécies de fungos, especialmente da classe dos Basidiomycotas, onde encontra-se os cogumelos. Muitos destes Basidiomycotas, em determinadas condições de cultivo, produzem metabólitos que apresentam ação antimicrobiana contra grupos de bactérias de alta importância para a indústria de alimentos como os Bacillus e os Staphylococcus. Assim, este trabalho objetivou comparar o potencial antimicrobiano nos extratos obtidos a partir de dos cogumelos comestíveis Agaricus subrufescens e Lentinula edodes frente os microrganismos Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Utilizaram-se amostras de A. subrufescens obtidas no comércio local na forma de cápsulas, da marca Vitali, e esclerócio de L. edodes cultivado em laboratório por meio de fermentação em estado sólido em um meio composto por palha e farelo de arroz. As extrações foram realizadas com água durante o período uma hora, em banho termostatizado com emprego de três temperaturas diferentes: 25, 80 e 100°C. Os testes para detecção da ação antimicrobiana foram realisados em triplicatas, em microplacas com poços de fundo redondo, que foram preparadas seguindo o descrito na metodologia dos testes de sensibilidade a agentes antimicrobianos por diluição para bactérias de crescimento aeróbico com adaptações. Os poços inoculados receberam a mesma quantidade de meio caldo Mueller-Hinton, de extrato a ser testado e de caldo contendo a cultura de microrganismo. Aos resultados aplicou-se teste de ANOVA e Tukey, com 90% de significância em software estatístico. Pôde-se constatar que para os extratos de A. subrufescens não houve diferença significativa entra as médias obtidas, assim, em nenhuma das condições avaliadas foi observada a capacidade de reduzir o desenvolvimento dos microrganismos testados. Acredita-se que a ausência dessa capacidade inibitória se deve aos processos pelo qual a amostra passou até ser comercializada. Já para os extratos de L. edodes, o teste de Tukey apontou uma diferença das médias obtidas a 80°C em relação às demais temperaturas, quando o microrganismo testado era S. aureus, indicando que ocorreu inibição do desenvolvimento deste. Isto é indicativo de que possivelmente as substâncias responsáveis pela inibição tem maior atividade sobre microrganismos Gram positivos. A análise dos resultados obtidos com os extratos de L. edodes leva a acreditar que a ação antimicrobiana existe, porém há uma necessidade de se estudar uma maneira de concentrar os extratos e definir uma concentração mínima inibitória, o que permitirá qualificar e quantificar os compostos responsáveis pela ação antimicrobiana, permitindo obter estes compostos de fonte natural, característica que tem sido buscada cada vez mais pela indústria alimentícia e de fármacos em geral.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação do Potencial Antibacteriano de Extratos dos Fungos L. edodes e Agaricus subrufescens. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65527. Acesso em: 22 set. 2026.