O Lúpus e os Enfermos na Sociedade Contemporânea, suas Limitações e Adaptações

Autores

  • Ibrahim Mahmud
  • Keli Camargo Antunes
  • Bruna Thaíse Lavagnini
  • Markus Ribeiro Schwerz
  • Mariela Edith Beligoy

Palavras-chave:

Lúpus, Eritematoso, Sistêmico, depressão

Resumo

Segundo a LFA (Lupus Foundation of America), o lúpus se divide em quatro formas de apresentação, sendo elas, o Lúpus Eritematoso Sistêmico, o Lúpus Discóide, o Lúpus induzido por drogas e o Lúpus Neonatal. A doença de forma geral se resume na formação de autoanticorpos que formam processos inflamatórios disseminados no organismo, gerando lesões na pele, articulação (artrite), membranas como pleura e pericárdio, renais, com nefrites severas, cardíacas (endocardites), e ainda neuronais e sanguíneas. O objetivo geral deste trabalho foi analisar o impacto gerado na vida social do indivíduo "lúpico", assim como os mecanismos de ajuda que os enfermos necessitam. Para a realização do mesmo foi utilizada a busca de trabalhos científicos na internet, Pubmed e Scielo, páginas na internet de associações com pessoas que possuem LES, como também em livros impressos de medicina interna e reumatologia, com suas posteriores comparações e análise individual dos estudos. Segundo o Dr. Hahn, professor chefe da divisão de Reumatologia da UCLA School of Medicin, a prevalência do LES varia de 10 a 40 cada 100.000 pessoas, dependendo da raça e do gênero, sendo que 90% dos pacientes no momento do diagnóstico são mulheres em idade fértil. A expectativa de vida dos pacientes com lúpus vem aumentado ao decorrer dos anos, em 1950 menos de 50% dos pacientes tinham uma sobrevida de 5 anos depois do diagnóstico, em 1990, segundo dados publicados, a expectativa de vida dos pacientes já tinha se incrementado muito, porque mais de 50% dos pacientes tinham uma sobrevida de 25 anos. Segundo pesquisa realizada pela UFRN em 2007, onde foi realizado o seguimento de oito pacientes de idades entre 22 e 44 anos, que relataram ter obtido o diagnóstico entre os 17 e 39 anos. Para entender como elas conviviam com a doença se analisou distintos aspectos, sendo eles, sociais e ocupacionais de cada uma. As pacientes referiram como um grande problema, não só as manifestações físicas que tinham, mas também as psicológicas, que acabava sendo a parte mais difícil de superar, devido as suas limitações. A principal reclamação era "não posso sair ao sol", sem poder ir a praia e realizar outras atividades ao sol. Foi diagnosticado que duas pacientes já estavam com depressão e não conseguiam viver com tranquilidade,e já não eram capazes de compreender e efetuar os cuidados necessários a ter em conta durante uma crise. Outro aspecto importante era a beleza, que por um certo lado também se vê afetada, porque o LES em alguns paciente gera queda de cabelo, erupção de nódulos que podem deixar cicatrizes. Ao final da revisão, podemos verificar que os profissionais da saúde não devem somente ver o doente fisicamente, porém analisar o contexto social onde esta inserido, as condições psicológicas de cada um e também da sua família. Assim o paciente deve ser atendido de forma multidisciplinar e integrada.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

O Lúpus e os Enfermos na Sociedade Contemporânea, suas Limitações e Adaptações. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65434. Acesso em: 3 jun. 2026.