Unipampa-Fisioterapia na Hemiplegia: Perfil Epidemiológico de Hemiplégicos Pertencentes à Equipe Saúde da Família 2
Palavras-chave:
Hemiplegia, -, Saúde, FamíliaResumo
A hemiplegia é uma sequela motora em um lado do corpo devido a uma lesão neurológica. Enquanto que a epidemiologia estuda o comportamento das doenças em uma determinada comunidade, levando em consideração diversas características ligadas à pessoa, espaço físico e também tempo, assim é possível determinar as medidas de prevenção e controle, como também avaliar quais serão as estratégias a serem adotadas. Conhecer o perfil epidemiológico de hemiplégicos. Este estudo pertenceu ao Projeto de Extensão: UNIPAMPA-FISIOTERAPIA NA HEMIPLEGIA, com fomento da PROEXT-PROFEXT, e que foi desenvolvido entre agosto e outubro de 2012. Foi realizado no Posto de Saúde 7 de Uruguaiana-RS (ESF 2). Foram avaliadas pessoas hemiplégicas no seu domicílio, e foi aplicado um questionário sobre perfil epidemiológico com 40 perguntas de múltipla escolha, o tempo para aplicação do mesmo foi de 30 minutos. Critérios de inclusão: todas as pessoas que apresentavam hemiplegia independente do diagnóstico clínico, independente da idade, gênero, etnia, classe social e quisessem responder voluntariamente ao questionário. Foram avaliados 16 hemiplégicos com média de idade de 66 anos (idade mínima de 33 anos e máxima 91); 68,75% (11) eram do gênero feminino, e 31,25% (5) do masculino; 93,75% eram brancos e 6,25% negro; 50% possuíam somente o ensino fundamental incompleto; 93,75% não eram fumantes; nenhum consumia bebida alcoólica e ninguém praticava atividade física. A maioria recebia um salário mínimo, e a renda total da família era de 1101,25 reais mensais. 93,75% moravam em casa própria e 75% não possuíam carro próprio. A maioria fazia de 3 a 4 refeições/dia, 75% usavam apenas uma colher de sal na comida e 81,25% disseram não comer doces diariamente, 43,75% não bebiam água, substituindo-a pelo chimarrão. Dormem mais do que 8h diárias (81,25%), e 75% não faziam uso de medicação para dormir, todos fazem uso de mais de um tipo de medicamento. 87,5% costumavam fazer exames de rotina; 50% possuíam doenças crônicas como hipertensão arterial sistêmica, 81,25% não apresentaram doenças hereditárias, 75% já fizeram algum tipo de cirurgia. Todos eram do lar e não tinham nenhuma ocupação, 87,50% relataram necessitar de cuidador, 50% tem um ótimo relacionamento com o cuidador, 56,25% necessitavam de cadeiras de rodas, 43,75% eram acamados e 43,75% necessitavam de auxiliar de marcha. Foi avaliado vários aspectos do cotidiano e ambiente familiar do hemiplégico, conhecendo a sua realidade e seu contexto sociocultural, constatou-se que o hemiplégico tinha um alto grau de dependência, todos de classe baixa (E), com pouco grau de estudo, levavam uma vida sedentária e com muitas restrições, é de grande importância oferecer constantemente informações em educação em saúde e hábitos de vida saudáveis para uma melhor qualidade de vida, bem como desenvolver ações de promoção e prevenção à saúde de hemiplégicos, estimulando-os a se tornarem ativos no seu processo de saúde-doença. Quer-se ressaltar que os fatores biológicos, sociais, culturais, comportamentais, espirituais e psicológicos podem aumentar a incidência da doença e prejudicar sua recuperação e reinserção na família, comunidade e sociedade.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Unipampa-Fisioterapia na Hemiplegia: Perfil Epidemiológico de Hemiplégicos Pertencentes à Equipe Saúde da Família 2. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65406. Acesso em: 3 jun. 2026.