Consumo de Pescado e o Conhecimento da Espécie Serrassalmus spilopleura, Popularmente Conhecida como Palometa.

Autores

  • Bianca Camargo
  • Cristini Escobar Viana
  • Lauren Andrade Vieira
  • Graciela Salete Centenaro

Palavras-chave:

Frequência, consumo, pescado, Fatores, Questionário, sobre

Resumo

O pescado é muito importante na dieta, por ser fonte de proteínas de alto valor biológico e lipídeos polinsaturados. No Brasil, mesmo com extensa costa marítima e abundantes bacias hidrográficas, somente 10% da população agrega pescado a alimentação, variando este hábito de acordo com a região. A Palometa é uma espécie de peixe abundante no Rio Grande do Sul, conhecida por atos piscívoros e não apresentar valor comercial. O objetivo deste estudo foi avaliar a frequência e fatores de consumo de pescado, a possível aceitabilidade de derivados e o conhecimento da Palometa (Serrasalmus spilopleura) no município de Itaqui-RS. Dados foram coletados pela aplicação de questionário na população local e na comunidade acadêmica da UNIPAMPA de Itaqui. Este questionário continha perguntas e opções de respostas, dentre elas: Sexo, Com que frequência você costuma consumir pescado?, Qual tipo de pescado você mais consome?, Se houvessem produtos cárneos elaborados com pescado, você consumiria frequentemente?, Qual fator influencia mais na hora de comprar pescado? e Você já consumiu carne de Palometa?. No total, 73 indivíduos responderam o questionário, sendo 54,8% do sexo feminino e 45,2% do masculino. Com relação à frequência, 23,3% consomem pescado ao menos 1 vez por semana, 53,4% consomem ao menos 1 vez entre 1 e 4 meses, 12,3% entre 5 e 8 meses, 1,4% entre 9 e 12 meses e 9,6% outros. Estudos demonstraram que o consumo de pescado na Região Sul é de 1,783 Kg/hab/ano. Foi observado nessa pesquisa que 32,9% consumiriam derivados frequentemente, 54,8% responderam que talvez o consumissem frequentemente e 12,3% não consumiriam. Segundo estudos, o pescado mais consumido no Brasil é o de água doce, concordando com este estudo onde 69,9% dos entrevistados consomem pescado de água doce, 20,5% pescado de água salgada e 9,6% não souberam responder. Conforme a literatura científica, desenvolver e profissionalizar indústrias de processamento de pescado pode levar ao aumento do consumo a partir de produtos elaborados ou pré-prontos. Quanto aos fatores que influenciam esses consumidores na compra de pescado, 43,8% responderam não comprar pela dificuldade e tempo de preparo, 17,8% devido ao elevado preço, 13,7% relacionaram à dificuldade de acesso, 11% devido a membros da família não consumirem e 13,7% outros motivos como falta de pescado fresco, presença de espinhos, cultura e hábito. Relatos citam que o mercado brasileiro de pescado apresenta diversidades regionais devido a fatores sociocultural, étnico e econômico que influenciam hábitos e padrão de consumo. Com relação à Palometa, 64,4% dos entrevistados nunca a consumiram, 27,4% já a consumiram e 8,2% a desconhecem. Pode-se concluir que a frequência de consumo de pescados no município é baixa e apesar da Palometa ser uma espécie conhecida, é pouco consumida pela comunidade local, mostrando assim seu potencial para exploração pesqueira e para elaboração de produtos cárneos, os quais não exigem espécies mais nobres.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Consumo de Pescado e o Conhecimento da Espécie Serrassalmus spilopleura, Popularmente Conhecida como Palometa. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65379. Acesso em: 14 maio. 2026.