Uma Experiência de Extensão com a Matemática no Ensino Fundamental

Autores

  • Vanessa Cassuriaga
  • Maicon Vinicius Altnetter
  • Claudia Laus Angelo
  • Sonia Maria da Silva Junqueira

Palavras-chave:

matemática, ensino, fundamental, foreground

Resumo

Este trabalho relata uma das atividades do Núcleo de Didatização de Saberes (Matemática) do Programa Observatório de Aprendizagem da Unipampa, campus Bagé, realizada numa escola de Ensino Fundamental desse município no período de abril a julho de 2013. O objetivo dessa atividade foi atender alunos com dificuldades de aprendizagem em Matemática ou com defasagem de conhecimentos nessa disciplina, através de atividades direcionadas às necessidades particulares de cada aluno ou de cada grupo de alunos. Para tanto realizamos encontros duas vezes por semana com alunos apresentando as características citadas acima, selecionados pela supervisora da escola. Nas quartas-feiras foram atendidos alunos do 8º e 9º anos e nas sextas-feiras, alunos do 6º e 7º anos, sempre no período inverso das aulas regulares. No primeiro encontro solicitamos que os alunos respondessem um questionário diagnóstico para sabermos como eles se relacionavam com a Matemática. Na análise dos mesmos percebemos que a maioria dos alunos tem uma impressão negativa das aulas dessa disciplina. Procuramos, então, no primeiro encontro, utilizar o material didático conhecido como Material Dourado para verificarmos o desempenho dos alunos na resolução das operações de adição e subtração em atividades de manipulação desse material, intercaladas com um jogo. Percebemos que os mesmos interagiram pouco, apresentaram resistência em expressar os pensamentos quando eram solicitados a fazê-lo e mostraram dificuldades na subtração. Com a intenção de que interagissem mais entre eles mesmos e ao mesmo tempo trabalhassem com todas as operações fundamentais, decidimos que nos próximos encontros eles trabalhariam em pequenos grupos na resolução de situações-problema. Nessas atividades observamos que alguns alunos apresentavam grandes dificuldades, na compreensão e resolução dos problemas propostos. E, mesmo com a ajuda dos bolsistas-orientadores, os alunos não internalizavam os procedimentos e conhecimentos desenvolvidos para resolução de uma situação-problema para, posteriormente, aplicá-los na próxima situação proposta. Outro problema constatado foi o não comparecimento dos alunos em muitos dos encontros, impedindo um trabalho contínuo que talvez viesse a promover a superação das dificuldades que eles apresentavam ao lidar com a Matemática. Convém destacar que estávamos trabalhando com alunos que, segundo a supervisora, apresentavam diversos problemas, tanto de ordem familiar, quanto de ordem psicológica. Percebíamos que eles não demonstravam um interesse pessoal em superar suas dificuldades em Matemática por não terem uma visão de futuro. Poderíamos dizer que os alunos que atendemos possuíam o que Skovsmose (2004) denomina de um foreground arruinado. Em virtude da baixa frequência dos alunos, decidimos encerrar essa ação em julho e repensar, juntamente com a supervisora e a professora de Matemática, uma ação para o ano de 2014 que, antes de se propor a sanar as dificuldades dos alunos em Matemática, possa

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Uma Experiência de Extensão com a Matemática no Ensino Fundamental. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65256. Acesso em: 3 jun. 2026.