Auto Percepção De Saúde E Vida De Um Grupo De Idosos Do Município De Uruguaiana RS
Palavras-chave:
Idoso, saúde, qualidade, vidaResumo
Estudos epidemiológicos tem evidenciado os determinantes e as consequências da auto-avaliação de saúde em idosos, aceitando esta como um indicador de qualidade de vida, da morbidade e do declínio físico, além de considerá-la como um preditor da mortalidade. O projeto de extensão Equilibrando-se após os 60! atua na promoção da saúde dos idosos, promovendo atividades que venham a melhorar o processo de envelhecimento e a autopercepção de saúde, contribuindo para melhora da saúde e qualidade de vida na terceira idade. Este estudo teve como objetivo avaliar a auto percepção de saúde e vida dos idosos do projeto de extensão Equilibrando-se após os 60! da Universidade Federal do Pampa da cidade de Uruguaiana/RS. O presente estudo seguiu o delineamento qualitativo. Participaram deste 13 idosos do mesmo projeto. Estes responderam a um questionário semi-estruturado no qual foram investigados as seguintes variáveis: dados pessoais como: sexo, idade, nível de escolaridade e auto percepção da saúde e vida (muito boa/ boa/ regular/ ruim). A análise dos dados foi realizada através da estatística descritiva onde para variáveis categóricas utilizou-se o teste qui quadrado. Dos 13 idosos entrevistados, 9 (69,2%) eram do sexo feminino com média de 67,88±6 anos enquanto 4 (30,8%) eram do sexo masculino, com média de idade de 70,5 ± 7,32 anos. Os resultados obtidos no presente estudo evidenciam que o sexo feminino tem uma melhor percepção de saúde quando comparada aos homens, visto que 6 consideram a saúde boa 1 muito boa e apenas 1 regular enquanto 4 do sexo masculino consideram a sua saúde regular. Esta diferença pode ser evidenciada pela diferença estatística significativa (ρ= 0,026). No entanto ao compararmos o sexo com a percepção da vida não foi observada diferença estatística significativa (ρ= 0,607). Já ao serem questionados sobre o nível de escolaridade 9 do sexo feminino possuíam ensino fundamental completo, enquanto 3 do sexo masculino possuíam ensino fundamental e 1 não havia estudado. No entanto ao verificar a relação da escolaridade com a percepção de saúde não foi evidenciada diferença (ρ= 0,308). Talvez o fato do sexo masculino no presente estudo ter menor nível de escolaridade tenha afetado nos indicadores de saúde, fato este que corroboram com estudos realizados na Espanha, no qual as pessoas que tinham menos estudos apresentavam maior incidência de doenças crônicas, bem como uma percepção pior da saúde e da vida. A terceira idade é ampla e não se limita à presença ou ausência de doença ou agravo e é medida pelo grau de independência e autonomia. A verificação deve ser multidimensional, considerando em conta o bem estar biopsicossocial e a necessidade de ações integradas da equipe multidisciplinar. Um sujeito envelhecido, ao definir sua saúde e sua como muito boa, boa e ruim não se caracteriza como um indivíduo livre de doenças, mas como um ser específico que reclama para si a liberdade de elaborar ideias sobre o significado de sua saúde.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Auto Percepção De Saúde E Vida De Um Grupo De Idosos Do Município De Uruguaiana RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65220. Acesso em: 14 maio. 2026.