Perfil Dos Pacientes Atendidos Pela Fisioterapia No Posto Médico Da Guarnição De Uruguaiana.

Autores

  • Bruna Barcelos
  • Aline Soares
  • Simone Lara

Palavras-chave:

Fisioterapia, Militares, Lesões

Resumo

A prática de atividade física e dos testes físicos desenvolvidos nos quartéis, trás numerosas consequências aos militares, como por exemplo, o alto índice de lesões musculoesqueléticas. Existem várias causas envolvidas com estas lesões: questões biomecânicas intrínsecas do militar (desequilíbrio muscular, falta de flexibilidade articular), e questões extrínsecas, como as demandas físicas que os mesmos devem realizar. Assim, é de grande importância à atuação fisioterapêutica na reabilitação dessas lesões, a fim de promover a recuperação funcional desses militares. O objetivo do estudo foi identificar a lesão musculoesquelética mais frequentemente encontrada em pacientes atendidos no posto médico de guarnição de Uruguaiana (PMGU), no setor de fisioterapia, bem como analisar as principais condutas fisioterapêuticas adotadas nesta lesão. Utilizou-se o método documental, por meio da análise das fichas de avaliação de Fisioterapia, compreendendo o período de agosto de 2012 à agosto de 2013. Fizeram parte desta análise somente os militares do sexo masculino, e, portanto, foram excluídas desta avaliação todas as mulheres atendidas pela fisioterapia. Foram incluídos inicialmente 29 homens, e destes, 06 (representando 20,7% da amostra) pacientes apresentaram como diagnóstico clínico o de entorse de tornozelo, sendo a lesão mais frequentemente encontrada no estudo. Os pacientes com entorse de tornozelo apresentaram uma média etária de 21 anos, sendo que em 71,4% dos casos a causa da lesão foi traumática, ocorrida durante a atividade militar. Os pacientes tiveram uma média de 09 atendimentos fisioterapêuticos. Com relação às condutas fisioterapêuticas adotadas, estão a cinesioterapia (em 100% dos casos, com prevalência maior dos exercícios isotônicos em 83,3%), alongamentos em membro inferior (100%), exercícios proprioceptivos (83,33%), técnicas de mobilização articular (66,66%), eletroterapia (100%), ressaltando o uso do ultrassom (83,33%). SOUZA et. al, (2004) retratam que o tornozelo é a região do corpo mais afetada por lesão traumática, em pacientes que realizam atividade física; fato este que justifica a entorse de tornozelo como a lesão musculoesquelética mais prevalente em militares que estão na ativa. A atividade física vigorosa, exigida aos militares, predispõe o surgimento de lesões musculoesqueléticas, levando ao alto nível de prevalência das mesmas. O tratamento fisioterapêutico para esta lesão, encontrado no presente estudo, vai ao encontro dos dados da literatura, que coloca o uso da eletroterapia, para a diminuição da dor e sintomas; a cinesioterapia, para proporcionar a recuperação da amplitude de movimento e o fortalecimento muscular; e o treinamento proprioceptivo. Percebe-se nesse estudo, que a entorse de tornozelo foi o diagnóstico clínico mais frequente entre os militares, e que a intervenção fisioterapêutica baseou-se nos recursos de cinesioterapia e eletroterapia.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Perfil Dos Pacientes Atendidos Pela Fisioterapia No Posto Médico Da Guarnição De Uruguaiana. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65212. Acesso em: 3 jun. 2026.