Relações de Gênero na Mídia

Autores

  • Marivane Gonçalves
  • Jenifer Brites Corvalan
  • Laura Regina da Silva Câmara Maurício da Fonseca

Palavras-chave:

Gênero, Mídia, Feminismo, Sexísmo

Resumo

As discussões e estudos em desenvolvimento na DCG: Relações de Gênero de Dinâmica na Sociedade de Classes do curso de Serviço Social UNIPAMPA São Borja, conduziram a elaboração do resumo, na categoria de ensino. O trabalho a partir das aulas expositivas e dialogadas, com recursos didáticos- pedagógicos e em forma de seminários está em andamento. A dinâmica de ensino permite problematizar a questão de gênero na mídia, enfocando imagem/discurso na mídia sobre as mulheres, com base na perspectiva teórica feminista de Sabat (1999) e sociológica de Bourdieu (1999), como forma de interpretação desse universo de imagens, ideias e significados, no contexto patriarcal, que reforçam a imagem da mulher objeto e a dominação masculina. As representações nas propagandas, observadas no período de julho de 2013 a 1ª quinzena de setembro, em 10 semanas, indicaram a relação imagem/discurso na mídia conforme os estudos em aula (a representação dos padrões estabelecidos socialmente, sendo convencional a construção de estereótipos dos modelos masculinos e femininos).De acordo com Sabat (1999), a propaganda, junto com o seu universo de imagens, é também um meio de regulação social que reproduz padrões mais comumente aceitos pela sociedade. O ideal de beleza feminino produzido pela mídia neste início de século XXI está muito distante da inocente ingenuidade de que era vista antigamente, virou o objeto de desejo e admiração masculina. O corpo feminino, historicamente submetido ao olhar masculino e utilizado de forma que inferioriza a imagem da mulher, com base nas propagandas observadas de: bebidas, de carros, aparelhos tecnológicos, produtos de limpeza doméstica e de beleza. Bordieu (1999), indica que: para se compreender a dominação masculina é importante analisar as estruturas inscritas na objetividade e na subjetividade dos corpos, pois quando uma mulher expõe seu corpo nas propagandas ele está repleto de significados e valores que precisam ser analisados com referência a quem eles estão de fato favorecendo com a sua exposição. Deste modo, pode-se obter a exploração máxima de todas as possibilidades simbólicas da imagem. Nessa perspectiva, e, com base nas discussões dos autores que tratam esse tema, entende-se que a mídia age como construtor de sentidos, manipulando e produzindo o desejo do consumo de mercadorias associando à imagem da mulher a representações e estereótipos de gênero. Assim a mídia, presente no cotidiano das pessoas, contribui à formação do senso comum. Com efeito, os resultados preliminares da experiência de ensino apontam para: a construção de saberes dialogados no âmbito da formação acadêmica do Serviço Social e demais áreas do conhecimento, bem como a problematização das relações de gênero e estereótipos femininos reproduzidos na mídia.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Relações de Gênero na Mídia. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65115. Acesso em: 15 maio. 2026.