Avaliação do Equilíbrio e Potencial para Quedas em Hemiplégicos no Serviço de Fisioterapia da Unipampa

Autores

  • Joseane Sasso
  • Sílvia Luci de Almeida Dias

Palavras-chave:

Equilibrio, -, Queda, Hemiplegico, Fisioterapia

Resumo

Os hemiplégicos podem apresentar algum grau de comprometimento no aparelho locomotor, podendo desenvolver déficits nas reações de equilíbrio e coordenação, podendo resultar em quedas. O objetivo deste estudo foi de investigar a capacidade que o hemiplégico possuía em manter o seu equilíbrio estático e dinâmico na realização de diferentes tarefas funcionais, bem como verificar a propensão a quedas, servindo para a tomada de decisões no processo de reabilitação fisioterapêutica. Foi utilizada a Escala de Equilíbrio de Berg, que atende várias propostas: descrição quantitativa da habilidade de equilíbrio funcional, acompanhamento do progresso dos pacientes e avaliação da efetividade das intervenções na prática clínica e em pesquisas. Este estudo foi realizado com pacientes hemiplégicos atendidos no Serviço de Fisioterapia da UNIPAMPA no Ambulatório da Santa Casa, em Uruguaiana-RS, no período de junho a agosto de 2012. Critérios de inclusão: independente do gênero, etnia, classe social, patologia de base, lado afetado, tempo de lesão, uso ou não de auxiliar de marcha. Foi aplicada uma escala para avaliação das reações de equilíbrio estático e dinâmico, denominada Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), em pacientes hemiplégicos em 14 situações, tais como andar, transferir-se e ficar de pé. Pontos de corte: 0 a 20 pontos considerou-se um equilíbrio pobre e de 40 a 56, um bom equilíbrio; abaixo de 36 pontos o risco de queda é de quase 100%. Para a realização da EEB são necessários: um relógio, uma régua, um banquinho e uma cadeira, e o tempo de execução é de aproximadamente 30 minutos. Foram investigados 19 hemiplégicos, sendo 13 do gênero feminino, somente um era negro, 8 eram idosos. Pertenciam a classe social C e D, e em menor proporção a E. A maioria tinha como doença de base as doenças cérebro-vasculares. A maioria possuía o hemicorpo direito afetado e tinha mais de 2 anos de acometimento motor. 9 (47,36%) hemiplégicos possuíam risco de 100% de quedas. 47,36% apresentou bom equilíbrio (n=9), 10,52% regular (n=2) e 42,10% pobre (n=8). A reação de equilibro é um dos elementos necessários para evitar a queda, pois a mobilidade deficitária pode impedir a contração do grupo muscular responsável pelo alinhamento corporal diante de uma atividade funcional que antes da doença pareceria extremamente simples. Pacientes com medo de queda e mais severamente afetados tendem a executar mal as atividades de equilíbrio, de postura e de mobilidade. Além disso, há uma maior redução na capacidade para realizar as atividades básicas e instrumentais da vida diária, o que leva a uma qualidade de vida mais baixa e, consequentemente, a um risco de quedas maior. A inapropriada resposta muscular e movimentos compensatórios geram um equilíbrio funcional deficiente, o que dificulta o controle e a execução da marcha. Pontuações inferiores a 45 pontos indicam que um indivíduo está com algum impedimento motor, com um aumento do risco para quedas. Havia dois grupos distintos de hemiplégicos com necessidade de estratégias motoras diferentes, pois um grupo apresentava bom equilíbrio e fraco potencial para quedas e outro grupo um pobre equilíbrio e alto risco de quedas.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação do Equilíbrio e Potencial para Quedas em Hemiplégicos no Serviço de Fisioterapia da Unipampa. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65040. Acesso em: 15 maio. 2026.