A Experiência De Participação Em Escolas De Verão E Inverno E Seu Impacto Sobre A Formação Do Aluno De Graduação

Autores

  • Caroline Altermann
  • Marcus Vinicius Soares de Lara
  • Jefferson Rosa de Menezes
  • Alexandre dos Santos Martins
  • Pâmela Billig Mello Carpes
  • Liane Vargas

Palavras-chave:

graduação, atividades, extracurriculares, aprendizagem

Resumo

As finalidades da educação superior não são simples nem unidimensionais, mas envolvem um conjunto multifatorial e em constante reestruturação, o que torna a formação profissional mais abrangente do que somente as ações educativas encontradas na estrutura curricular. A construção do conhecimento não se dá isoladamente, mas na interação e na atividade, sendo uma construção contínua formando novas estruturas naquele que aprende. Neste contexto, escolas de verão e inverno são atividades extracurriculares que podem ser entendidas como uma oportunidade de aperfeiçoamento, atualização ou até mesmo momentos de conhecer novas áreas e métodos experimentais. Estas escolas são promovidas por diversas universidades, em períodos de férias de verão ou inverno, com a proposta de divulgar conhecimento cientifico para alunos de graduação, oportunizando atividades intensivas de ensino e pesquisa. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é relatar a experiência vivenciada através da participação em escolas de verão e inverno e sua contribuição para uma formação diferenciada durante a graduação. Os alunos de iniciação científica do Grupo de Pesquisa em Fisiologia da Unipampa tiveram a oportunidade de participar de diversas escolas de verão e inverno, a citar: Curso de Verão de Memória e Aprendizado (Fiocruz/RJ), Curso de Verão de Neurociências (UFRGS/RS), Curso de Verão de Fisiologia (USP/RP), Curso de Verão de Bioquímica e Biologia Molecular (USP/SP), Curso de Inverno de Fisiologia (UNICAMP/SP), Curso de Inverno de Bioquímica (UFSM/RS), Curso de Neurociências voltada à Educação (UFRGS/RS), Praticando Fisiologia (USP/SP). As escolas geralmente tem duração de duas semanas, contendo aulas teóricas (com revisão de conceitos fundamentais da área, métodos experimentais e resultados de pesquisas), e aulas práticas, além da oportunidade que muitas escolas oferecem de realização de um estágio supervisionado com o desenvolvimento de um mini-projeto de pesquisa em um laboratório da instituição. Considerando suas características, as escolas de férias contribuem para orientar estudantes interessados na carreira acadêmica relacionada ao ensino, pesquisa e extensão; geram a oportunidade de conhecer e executar os métodos científicos diferentes; promovem o contato dos alunos de graduação com laboratórios e linhas de pesquisa, e despertam o interesse pela pós-graduação. Cursos durante as férias são experiências que ultrapassam os limites da sala de aula e das exigências curriculares obrigatórias, proporcionando um aprendizado diferencial e visando um complemento para a formação; assim, participar dessas escolas é uma vivência enriquecedora, que abrange conhecimento teórico-prático e contribui para formar profissionais com competências técnicas e dotados de pensamento crítico. Portanto, escolas de verão e inverno são experiências significativas e de considerável importância para formação acadêmico-profissional constituindo em um momento ímpar de aprendizagem científica.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A Experiência De Participação Em Escolas De Verão E Inverno E Seu Impacto Sobre A Formação Do Aluno De Graduação. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65034. Acesso em: 15 maio. 2026.